Para “não ter outro ano” como o de 2015, Red Bull já considera quebrar contrato com Renault no fim da temporada, diz revista

Em teoria, a Red Bull seguirá com a Renault até o final de 2016, de acordo com o contrato vigente. Mas a relação desgastada entre as partes pode resultar em uma rescisão já ao fim de 2015, de acordo com a revista ‘Autosport’. Com o fim do acordo, a Mercedes surge como possível fornecedora dos tetracampeões

Não é novidade para ninguém que a relação da Red Bull com a Renault se desgastou bastante ao longo de 2015. Reclamando da falta de potência da unidade de potência francesa, a equipe dos energéticos considera rescindir o contrato já ao final desta temporada – sem exercer o último ano do contrato vigente, que dura até 2016.
 
Christian Horner, chefe da Red Bull, fez questão de destacar seu descontentamento com a Renault uma vez mais. A entrevista foi dada para a revista ‘Autosport’.
Christian Horner segue incomodado com a Renault (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
“Não dá ter com outro ano como esse. Ainda temos um longo caminho para percorrer neste ano e estamos trabalhando forte para virar o jogo. Mas esse cenário é muito danoso e caro”, lamentou.
 
“Nós aplicamos uma grande parcela dos nossos fundos no motor. E nós pagamos por ele, pois não é de graça. Quando você é um cliente, a frustração pode aparecer algumas vezes”, explicou.
 
Horner também explicou que os projetos futuros da Renault na F1 serão decisivos para a continuidade da parceria com a Red Bull. O dirigente disse que a equipe precisa esperar e ver se os franceses terão uma equipe própria.
 
“Temos um acordo até 2016, é importante entender quais são os planos da Renault. Aí poderemos reagir de acordo. Queremos saber qual o compromisso da Renault ao longo prazo na F1”, contou.
 
Com os boatos relacionados ao fim da parceria Red Bull-Renault esquentando, a soberana Mercedes começa a pintar como uma possível parceira para os tetracampeões.
Os motores da Mercedes viraram opção para a Red Bull (Foto: AP)
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, não quis se aprofundar muito no caso. Mas deu a entender que a possibilidade não será ignorada.
 
“Estamos conscientes de que existe uma relação contratual entre Red Bull e Renault, e nós não vamos interferir nisso. Então isso será decidido entre eles, isso não é da nossa conta. Do ponto de vista da Mercedes, é provavelmente errado ter um quinto cliente, já que isso deixaria a organização estressada”, afirmou.
 
“Além disso, ter um concorrente pelo título como nosso cliente é algo que precisa ser julgado com cuidado para saber se queremos isso. Mas, com uma perspectiva global, a Red Bull é uma marca fenomenal, que atrai um público jovem”, continou.
 
“Assim sendo, não podemos desconsiderar isso e dizer que não faz sentido e que descartamos isso. Você precisa analisar os pontos positivos e negativos, para só depois tomar a decisão”, concluiu.
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