Chefe da Toro Rosso vibra com “trabalho fantástico” e comprometimento de estreantes Verstappen e Sainz Jr. na F1

Acostumado a trabalhar com jovens valores na Toro Rosso, Franz Tost destacou a curva de aprendizado de Max Verstappen e Carlos Sainz Jr., que formam a dupla mais nova da F1 em todos os tempos. O dirigente austríaco ressaltou que a fase de acidentes é normal no aprendizado, mas que ambos têm feito uma temporada de estreia louvável em 2015

Carlos Sainz Jr. e, principalmente, Max Verstappen, chegaram à F1 em 2015 sob a sombra da desconfiança que costuma trazer os novatos ao grid mais cobiçado do automobilismo mundial. Mas com muito trabalho, comprometimento e muito mais acertos que erros, a dupla mais jovem da história da F1 vem marcando boa participação na temporada. A avaliação é de Franz Tost, chefe de equipe da Toro Rosso, acostumado a lidar com jovens talentos do automobilismo.

Verstappen, de apenas 17 anos, obteve seu melhor resultado na sua curta carreira como piloto de F1 no último GP da Hungria, onde obteve um surpreendente quarto lugar numa corrida maluca. Sainz Jr. não vem tendo a mesma sorte, uma vez que enfrentou problemas mecânicos em três corridas seguidas quando estava ocupando a zona de pontuação. Mas ainda assim, o madrileno de 20 anos tem feito um 2015 bastante decente.

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Em entrevista à publicação norte-americana ‘Motorsport.com’, Tost rasgou elogios à jovem dupla e se mostrou muito satisfeito com o que tem visto até o momento.

“Devo dizer que ambos estão fazendo um trabalho fantástico. Por quê? Porque estão comprometidos com a F1. Acredito que ambos têm uma atitude realmente positiva. A F1 é a vida deles, o que significa que, em cada corrida, estão o tempo todo em contato com os engenheiros, se concentram na preparação física, vão ao simulador, estão bem preparados. Sempre são pontuais, perguntam muitas coisas, e me sinto otimista com respeito à maneira deles trabalharem”, declarou o austríaco.

Os meninos Max e Carlos estão cheios de moral com o chefe Franz Tost (Foto: Getty Images)

“Não é preciso dizer o que eles têm de fazer. Eles já o fazem. Isso é decisivo. Eles almejam o sucesso. Essa paixão é um dos fatores mais importantes para se obter sucesso. E ambos têm essa paixão”, explicou.

Tost disse que a fase de acidentes pela qual todo novato acaba enfrentando na F1 é normal, como se fosse um rito de passagem para evoluir na carreira de piloto. “Isso é algo normal quando dois pilotos jovens chegam à F1. Nas primeiras três ou quatro corridas nunca acontecem acidentes porque há o respeito pela F1. Sempre pensam: devo ter cuidado, não devo arriscar muito, devo ganhar quilometragem e ver a bandeira quadriculada.”

“Mas os pilotos já estão quase no limite da física do carro por sua boa formação nas categorias de base. Temos a melhor geração de jovens pilotos até agora. É incrível o quão bem educados eles foram para entrar na F1. Depois de três ou quatro corridas, eles pensam que a F1 é fácil. E pensam em nos ensinar o quão rápidos eles são na verdade. Então começa o tempo dos acidentes, que é necessário porque ajuda os pilotos a estabelecer o limite da física, de modo que os acidentes são importantes”, justificou.

“A F1 é muito complicada, você pode até dizer que não se freie muito além das zonas de frenagem porque você perde a aderência dianteira, mas é preciso aprender. Para isso, é necessário rodar, ir para a brita ou sofrer um acidente. E vimos acidentes e rodadas dos nossos pilotos: é normal e o preço que se paga se você tem estreantes em sua equipe. Temos dois jovens pilotos, que dependem dos seus talentos para abreviar essa fase de acidentes e ver o quão rápido eles aprendem”, complementou o chefe do time de Faenza.

Diante de todos os fatores, a avaliação que Tost faz dos meninos Max e Carlos é altamente positiva até agora, no momento em que a F1 está prestes a começar a segunda metade da temporada 2015. “Acredito que, no fim das contas, é a dupla mais competitiva até o momento. Para mim, a curva de aprendizado é importante. Até agora, para mim, ela tem ido muito acima. Se continuarem assim, então certamente será a melhor combinação de pilotos que já tivemos”, completou.

Em dez corridas já disputadas, Max ocupa a 11ª colocação no Mundial de Pilotos e soma 22 pontos. Sainz, por sua vez, está em 16º lugar, com nove pontos acumulados.

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