Grosjean minimiza impacto de medidas previstas para GP da Bélgica: “Não vão mudar muito para o show”

O francês Romain Grosjean concorda que os pilotos terão uma missão um pouco mais complicada com as mudanças previstas pela F1 para o GP da Bélgica, mas nada que seja de outro mundo. Rob Smedley, engenheiro da Williams, concorda com a visão do francês

As mudanças prometidas pela F1 para o GP da Bélgica deste ano, marcado para 23 de agosto, não serão tão perceptíveis assim para o público. O aviso foi feito por um piloto e um engenheiro da categoria.
 
A partir da 11ª etapa da temporada, os pilotos terão de lidar com largadas mais ‘humanas’ e maiores restrições nas conversas por rádio entre piloto e equipe. Foi o que já avisou Charlie Whiting, o diretor de prova, alertando que será tratado com maior rigidez o artigo do regulamento que determina que o piloto deve guiar o carro sozinho. Limitam-se, portanto, as ajudas externas que ele eventualmente recebe.
Romain Grosjean falou sobre o que espera dos ajustes feitos pela F1 para o GP da Bélgica (Foto: AP)
“Eu não acho que vai mudar a nossa vida, e não acho que vai mudar muito para o show”, opinou o francês Romain Grosjean, da Lotus, falando a respeito do rádio. “Ainda haverão mensagens que vamos receber pela segurança, como com os freios, quando eles estiverem muito quentes, e será preciso ter cuidado.”
 
O piloto também não acredita que a remoção dos auxílios que existem hoje para as largadas das corridas terá um grande impacto. Uma expectativa que se tem é que mais mudanças de ordem no começo da prova, como aconteceu no GP da Inglaterra, podem tornar as disputas mais emocionantes. “Tudo já é feito manualmente pela gente, temos que seguir procedimentos, então eu não acho que vai ser uma mudança enorme”, afirmou.
 
Ainda ressaltou que é impossível tornar a embreagem extremamente básica. “Vai quebrar tudo. Se eu largar do mesmo jeito que largava na GP2, acho que a minha embreagem e o meu câmbio vão ficar no grid!”
 
Engenheiro-chefe da Williams, Rob Smedley corroborou com a visão apresentada por Grosjean. “Eu não pensaria que vai ter um grande efeito. O máximo é que vai ser cruel com quem errar feio. Não acho que, no final, vai fazer uma grande diferença. A performance de todos pode piorar um pouco, pois não teremos mais configurações perfeitas na embreagem, mas, na média, não vai ser uma grande diferença”, disse o britânico.

Antes do GP da Bélgica, a F1 ainda tem pela frente o GP da Hungria no próximo dia 26 de julho.

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