Análise das decolagens nos treinos em Indianápolis descarta influência dos aerokits da Chevrolet
As análises dos acidentes sofridos por Helio Castroneves, Ed Carpenter e Josef Newgarden não conseguiram provar que as decolagens foram causadas por problemas específicos dos kits aerodinâmicos da Chevrolet
A análise dos acidentes sofridos por Helio Castroneves, Ed Carpenter e Josef Newgarden durante os treinos para as 500 Milhas de Indianápolis não conseguiu provar que as decolagens foram causadas especificamente pelos kits aerodinâmicos da Chevrolet.
Castroneves, Carpenter e Newgarden — todos com os kits da Chevrolet — decolaram após baterem no muro do mais famoso oval do calendário da Indy durante os treinos para as 500 Milhas.

Helio Castroneves sofre impressionante acidente durante treinos para as 500 milhas de Indianápolis (Foto: AP)
Por conta dos acidentes, a Indy exigiu mudanças nos kits de Honda e Chevrolet para os superovais. Assim, as duas montadoras introduziram aos seus aerokits uma placa para tampar o buraco dos protetores das rodas traseiras para os GPs do Texas, de Pocono e de Fontana.
Após os três sustos de Indianápolis, Chevrolet e Honda trabalharam com a Dallara e a Indy para tentar encontrar a causas dos acidentes.
Entretanto, Chris Berube, chefe do programa da Chevrolet na Indy, não acredita que os acidentes de Helio, Ed e Josef tenham sido causados especificamente pelo kit.
“Nós cumprimos todo o regulamento feito pela IndyCar”, disse Berube à publicação inglesa ‘Autosport’. “Não achamos que os problemas que causaram as decolagens depois das batidas são exclusivos dos nossos kits”, seguiu.
“Cada um daqueles acidentes, o início deles é completamente compreensível. Esse não é mais o foco”, explicou. “Qualquer bom kit aerodinâmico terá estabilidade comprovada. Obviamente, nós passamos tempos similares [à Honda] no simulador”, avaliou.
“A dinâmica do acidente é muito transitória e muito difícil de modelar. Tem um milhão de combinações de como um acidente pode acontecer”, ressaltou.
Presidente de competições da Indy, Derrick Walker reconheceu que as análises não encontraram evidências que provem que o pacote aerodinâmico da Chevrolet seja vulnerável.
“Nós não vimos um carro da Honda em especificação de classificação ter o mesmo tipo de acidente”, lembrou Walker. “Infelizmente, nós vimos três Chevrolets. Então o júri ainda está deliberando”, continuou.
“Se você questionasse a Honda, eles diriam que estão muito, muito confiantes de que o carro deles não faria aquilo. Mas nós não vimos nenhuma informação que confirme isso necessariamente e não vimos nenhum acidente que aponte para uma ou outra coisa”, justificou. “Nós assumimos que os dois fariam aquilo. Não poderíamos ter assumido outra coisa”, concluiu.
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