Prévia: Indy chega ao perigoso oval do Texas sem querer ser palco de decolagens
A equilibradíssima temporada 2015 da Indy continua neste final de semana no Texas. A expectativa é de equilíbrio parecido com o que foi visto nas 500 Milhas de Indianápolis, primeira prova em oval do ano. Contudo, a categoria vive o temor de novos acidentes graves como os que aconteceram nos testes para a Indy 500
O GP do Texas é mais uma das provas mais aguardadas da temporada da Indy. Superoval de muita velocidade, a pista costuma proporcionar grandes disputas, ainda que seja predominantemente dominada pelas tradicionais Penske e Ganassi, além da Panther – que não está mais na categoria.
Entretanto, a etapa também abre brechas para surpresas. Nos últimos três anos, por exemplo, foram duas: Justin Wilson levou a modesta Dale Coyne ao primeiro lugar em 2012, enquanto Ed Carpenter venceu com sua própria equipe no ano passado.
Mas, antes de qualquer prognóstico ou análise sobre a prova da noite deste sábado, é importante citar o momento de temor pelo qual passa a categoria.
Após a série de acidentes durante os testes para as 500 Milhas de Indianápolis, os kits aerodinâmicos foram postos em dúvida. Josef Newgarden, Ed Carpenter e Helio Castroneves – todos com kits da Chevrolet – bateram no muro e decolaram.
Os kits para o oval texano continuam os mesmos – e assim serão em Pocono e Fontana –, mas a categoria, receosa de novas decolagens, trabalhou com Chevrolet e Honda atrás de uma saída para diminuir o risco de acidentes deste tipo. A solução encontrada foi tampar o buraco nas proteções das rodas traseiras para evitar fluxo de ar e, consequentemente, decolagens. Só saberemos se esta foi uma boa saída quando a primeira batida acontecer.
Somados aos acidentes de Indy, ainda há a parte da pista da próxima etapa. O circuito texano é perigoso, tem uma inclinação diferente e é de altíssima velocidade. Foi no Texas que o sueco Kenny Bräck – nome icônico do automobilismo norte-americano – sofreu um gravíssimo acidente em 2003.
Fora o medo de novos acidentes graves, o GP do Texas promete fortes emoções na pista. Além do oval proporcionar grandes disputas, a temporada da Indy está pra lá de equilibrada.
Em oito provas, sete pilotos já venceram – o único que conseguiu dois triunfos foi o líder do campeonato Juan Pablo Montoya – e, mais do que isso, seis times já tiveram pilotos no lugar mais alto do pódio: Penske, Ganassi, Andretti, CFH, KV e SPM.

Ed Carpenter venceu a prova de 2014 no Texas (Foto: IndyCar)
Ou seja, apenas as modestíssimas Dale Coyne e Bryan Herta, além da Foyt e da RLL não ganharam corridas em 2015. Contudo, a RLL já tem dois pódios com Graham Rahal – sendo um segundo lugar no Alabama – e a Foyt também já bateu na trave – com Takuma Sato sendo segundo na corrida 2 de Detroit.
Naturalmente, Penske e Ganassi são favoritas, principalmente pelo histórico no Texas e pelo histórico em ovais. Vale ficar de olho em Helio Castroneves. Mesmo apagado na prova de 2014, o brasileiro levou a melhor na prova em quatro oportunidades e é o maior vencedor da prova.
Mas não foi apenas Castroneves que venceu no Texas. Além do paulista, outros cinco nomes do grid já triunfaram no superoval: Carpenter, Tony Kanaan, Scott Dixon, Ryan Briscoe e Will Power.
Temerosa com acidentes e repleta de expectativas para mais uma grande prova, a Indy chega ao Texas para iniciar a segunda metade da equilibrada e imprevisível temporada 2015.
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