Ecclestone dá prazo de dois meses para finalizar negociações com promotores e recolocar GP da Índia no Mundial em 2016

A corrida em Buddh foi realizada em apenas três oportunidades, entre 2011 e 2013, mas teve sua retirada do calendário determinada pela burocracia e problemas financeiros. Bernie Ecclestone se mostrou favorável a um retorno da prova, mas definiu um prazo máximo para o fim das negociações

Se depender de Bernie Ecclestone, o GP da Índia estará de volta ao calendário do Mundial de F1 na temporada 2016. A corrida, realizada no circuito de Buddh, em Nova Délhi, foi realizada entre 2011 e 2013, mas o contrato válido por cinco anos acabou sendo interrompido devido à burocracia e problemas financeiros. Mas o dirigente supremo da F1 deu um prazo máximo de dois meses para que o Grupo Jaypee, responsável pelo evento, possa resolver as pendências em tempo de oficializar o retorno da corrida para o ano que vem.

Em novembro de 2014, Ecclestone chegou a afirmar que, caso as questões burocráticas fossem resolvidas, o GP da Índia voltaria a acontecer neste ano, mas pouco depois o britânico recuou por ver que os problemas ainda continuavam. A grande questão que barra a retomada do contrato é a legislação tributária indiana, que cobra altos impostos das equipes pela entrada dos equipamentos no país asiático.

As três corridas em Buddh tiveram só um vencedor: Sebastian Vettel, que lá comemorou seu quarto título mundial (Foto: Red Bull/Getty Images)

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Tal lei caminha para ser modificada, deixando mais flexível a realização de eventos esportivos de caráter global, como é o Mundial de F1. Assim, Bernie poderá cumprir com seu objetivo e recolocar a Índia de volta ao calendário.

“Espero que nós tenhamos uma corrida na Índia no ano que vem. Estou esperando pelos promotores. Faremos o que for necessário para assegurar o regresso da Índia. Não há maiores desafios para realizar o evento”, declarou o chefão da F1.

“Nós apenas precisamos que a Jaypee diga que ‘estamos felizes em continuar’ e que ‘nós podemos reabrir o contrato vigente’. Eles precisam se apressar. Nós precisamos saber disso nos próximos dois meses”, concluiu o dirigente.

Caso seja realizado novamente, o GP da Índia poderá fazer com que o calendário da temporada 2016 possa ter nada menos que 22 corridas, um recorde histórico na F1. Ecclestone praticamente já assegurou que o GP da Europa também voltará ao calendário. A corrida vai acontecer pela primeira vez no Azerbaijão, mais precisamente nas ruas da sua capital, Baku.

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