Mercedes rejeita ‘caça às bruxas’ e garante que não vai demitir responsável por erro que tirou vitória de Hamilton em Mônaco

Toto Wolff afirmou que James Vowles, chefe de estratégia da Mercedes, não será demitido e que não haverá ‘caça às bruxas’ dentro da equipe depois do clamoroso erro que tirou de Lewis Hamilton uma vitória fácil no GP de Mônaco, no último domingo

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O inacreditável erro de estratégia cometido pela Mercedes no último GP de Mônaco, disputado no domingo (24), ainda repercute. A escuderia campeã mundial de F1 em 2014 perdeu a grande chance de conquistar a dobradinha em Monte Carlo e tirou uma vitória que parecia certa para Lewis Hamilton, ajudando de forma indireta Nico Rosberg, que levou sorte no azar do britânico para triunfar pela terceira vez consecutiva nas ruas do Principado. Embora reconheça que tenha cometido um erro grave e inaceitável, a Mercedes descartou demitir o responsável pela estratégia, James Vowles. “Seria um erro completo começar a demitir pessoas ou apontar para elas dentro do time”, disse Toto Wolff, chefe da equipe alemã.

Clamoroso erro da Mercedes em Mônaco tirou vitória certa de Hamilton. Azar de Lewis foi sorte para Rosberg (Foto: AP)

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Na 64ª volta do GP de Mônaco, Hamilton liderava por pouco mais de 16s de vantagem para Rosberg quando Max Verstappen acertou o carro de Romain Grosjean, perdeu o controle da sua Toro Rosso e bateu muito forte na soft-wall posicionado na saída da curva Sainte Dévote, a primeira do circuito, levando a direção de prova a acionar o safety-car virtual e, poucos segundos depois, o safety-car físico. A Mercedes então tomou a polêmica decisão de chamar Lewis aos boxes para colocar pneus supermacios e ir até o fim da corrida, mas não contava que a diferença para Rosberg e Sebastian Vettel fosse insuficiente para colocar o britânico novamente em primeiro, arruinando suas chances de vitória.

Niki Lauda, presidente não-executivo da Mercedes, procurou relativizar o erro de Vowles, mas entende que é preciso melhorar o processo de tomada de decisões críticas. “Nosso chefe de estratégia admitiu que cometeu um erro. Todos nós cometemos”, declarou o tricampeão mundial de F1.

“Estou sempre escutando o rádio e muitas vezes tenho de advertir que muitos estão falando de uma só vez. Temos de tomar as decisões enquanto todos os estrategistas estão falando ao mesmo tempo e se matando. Para mim, Paddy Lowe é quem deve ter a última palavra’, comentou o dirigente austríaco.

Na visão de Wolff, um fator que acabou prejudicando a Mercedes foi a adoção do safety-car virtual por apenas alguns segundos, medida que determinaria uma velocidade mais lenta dos carros. Contudo, Charlie Whiting, diretor de prova da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), entende que a decisão foi a correta, uma vez que foi informado pelos fiscais de pista que era necessária a presença de um carro médico no local da batida de Verstappen.

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