Chefe da Ferrari reconhece problema de tração e cobra solução para evitar “pesadelo” no GP do Canadá
Maurizio Arrivabene fez uma avaliação positiva da nova carenagem que estreou com Sebastian Vettel no GP da Espanha, mas reconheceu que a nova peça ainda não é suficiente para reduzir o atraso em relação à Mercedes. O chefe da Ferrari afirmou que o GP do Canadá será um pesadelo se a equipe não resolver seus problemas de tração
Apesar da melhora nos resultados da Ferrari na temporada 2015 da F1, o time não espera atravessar um mar de rosas em todas as etapas do ano. De acordo com Maurizio Arrivabene, chefe do time de Maranello, o GP da Canadá pode ser um pesadelo se a escuderia não conseguir solucionar seus problemas de tração.
Durante o GP da Espanha, Sebastian Vettel e Kim Räikkönen perdiam bastante tempo em relação aos rivais da Mercedes no terceiro setor da pista de Montmeló, um trecho onde a tração é muito importante. O germânico recebeu a bandeira em Barcelona na terceira colocação, 45s342 atrás de Nico Rosberg, o vencedor. O finlandês foi quinto, completado a disputa 1min00s002 depois do ponteiro.

Maurizio Arrivabene acredita que é possível atingir a meta de duas vitórias em 2015 (Foto: Getty Images)
“Se você olhar para o terceiro setor, é uma sessão de tração”, apontou Arrivabene. “Se não pudermos resolver esse problema, isso pode ser pior em Mônaco — porque em Mônaco você tem um acerto especial —, mas no Canadá… Eu não quero ir para o Canadá com o mesmo problema de tração. Do contrário, será um pesadelo”, continuou.
Na etapa espanhola, a Ferrari levou uma carenagem atualizada, que foi usada apenas por Vettel. Räikkönen, por sua vez, abriu mão do resultado para permitir que a equipe fizesse o devido trabalho de comparação, rodando com a especificação anterior.
Apesar da novidade e de Vettel ter conquistado seu quarto pódio em cinco corridas, a diferença de 45s342 em relação ao vencedor foi a maior registrada na temporada.
“Se você comparar com o carro que Kimi estava usando, foi um passo à frente, mas não o suficiente para reduzir a vantagem da Mercedes”, avaliou Arrivabene. “Nós não somos cegos. No último setor, nós estamos perdendo meio segundo. Não estou fugindo da realidade. Ela está lá”, reconheceu.
“Nós temos uma comparação interna e ela nos diz que a solução é boa, mas a realidade nos diz que não é boa o bastante”, explicou. “O time precisa entender se está relacionado a esta pista ou se é realmente uma coisa que precisamos analisar de forma bem profunda”, ponderou.
“Nós precisamos descobrir como melhorar o novo pacote, mas é claro que o pacote é melhor que o antigo. Vamos olhar para os números e tomar uma decisão. Se cometermos um erro, vamos admitir”, seguiu.
Por fim, Arrivabene reconheceu que a luta pelo título parece improvável no cenário atual, mas ressaltou que a meta da pré-temporada de conquistar duas vitórias segue valendo.
“Estar na luta pelo campeonato é um pouco demais”, admitiu. “Eu acredito que [a meta de duas vitórias] é alcançável. Mas nada na vida pode ser conquistado sem trabalhar duro”, ressaltou.
“Eu realmente não me importo em estar no pódio. Se você olhar para a situação que tivemos no ano passado, agora nós estamos no pódio a cada fim de semana de corrida. O que me importa é a diferença”, comentou. “Se você que vencer duas ou três corridas, você tem de estar lá. No momento, nós não estamos”, concluiu.
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