Pilota de testes da Williams, Susie alfineta e diz que se sente “muito, muito distante” de vaga de titular na F1

Susie Wolff, pilota de testes da Williams, admitiu que a busca por um lugar de titular na F1 está cada vez mais difícil, apesar do posto que ocupa da equipe inglesa. A escocesa de 32 anos disse que se sente “muito, muito longe” de uma chance real no Mundial

Pilota de testes da Williams na F1, Susie Wolff admitiu que, embora esteja em uma das mais tradicionais equipes do grid, ainda se sente "muito longe" de garantir uma vaga de titular no Mundial.

A escocesa de 32 anos vai guiar o FW37 na próxima sexta-feira (8), durante o primeiro treino livre para o GP da Espanha. Susie também vai participar dos testes coletivos em Barcelona depois da corrida, na semana que vem, e também nas atividades extras na Áustria. Além disso, ainda voltará ao cockpit inglês para a etapa de Silverstone, no mês de julho.

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Apesar da agenda cheia, Wolff acha que está longe de conseguir algo a mais na equipe na F1 e que isso ficou claro com a contratação de Adrian Sutil. Neste ano, o time de Grove contratou o alemão para o posto de reserva, logo depois dos problemas físicos enfrentados por Valtteri Bottas na Austrália.

Susie Wolff (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

"Eu tenho guiado o carro, eu já mostrei que sou capaz, estou em uma equipe competitiva e piloto um carro que é capaz de lutar por posições no pódio", afirmou Susie em entrevista à agência 'Reuters'.

"Eu me sinto muito, muito perto de um cockpit titular, mas, ao mesmo tempo, muito, muito longe", completou. "Isso porque quando a Williams anunciou Sutil como reserva, ficou claro o seguinte: 'Sim, você está perto, mas também muito longe'", acrescentou.

A situação de Wolff se tornou ainda mais complicada depois da introdução das novas regras para a obtenção da superlicença a partir do próximo ano, já que ela não possui experiência recente nas categorias de base, que são usadas como fundamento para a soma dos pontos.

"Para encontrar um orçamento que possibilite entrar nessas categorias todas e andar em uma boa equipe, você precisa realmente vencer nesses campeonatos, e essa é uma tarefa difícil para qualquer piloto, independentemente do sexo", declarou a pilota.

"Eu espero que isso seja ajustado, mas o esporte a motor não é puramente talento. Nunca foi e nunca será", concluiu.

Chefe-adjunta da Williams, Claire Williams também falou sobre o assunto e revelou que tem sido uma luta convencer os patrocinadores a investir em pilotas na F1. "Eu conversei com os apoiadores da Williams e disse: 'Vamos lá, vamos realmente investir nisso, mas nenhum deles se mostrou interessado", contou a inglês também em declaração à 'Reuters'.

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