Guia F1 2015: Lotus F1 Team

O carro com bico-tomada e o motor Renault ficaram para trás, e a Lotus quer ao menos reviver os bons momentos que teve em 2013. A dupla, ao menos, é a mesma, com o evoluído Romain Grosjean e o inconstante Pastor Maldonado

Sede: Enstone, Inglaterra
Carro: E23
Motor: Mercedes
Principais dirigentes: Gérard López
Eric Lux
Nick Chester
Piloto reserva: Jolyon Palmer
Em 2014: 8º no Mundial de Construtores (10 pontos)
Melhor resultado: 6 Títulos de Pilotos
7 Títulos de Construtores
Melhor tempo em Jerez: 1min22s713
(Pastor Maldonado, 10º)
Melhor tempo em Barcelona: 1min24s200
(Romain Grosjean, 9º)
Depois de algumas temporadas de destaque, a Lotus caiu no limbo no ano passado com aquele carro de bico de tomada, mas voltou a dar sinais de vida em 2015 com um acordo para receber os motores Mercedes. Empurrada pela força do V6 turbo germânico, o time de Enstone se mostrou mais forte — chegando até a liderar alguns dias dos treinos da pré-temporada.

Ainda, a Lotus também mostrou que acertou mais a mão no chassi deste ano, mas os tempos cravados por Romain Grosjean e Pastor Maldonado são ilusórios, já que foram feitos com pneus supermacios. De certo, a escuderia não deve ter um ano tão ruim como 2014, mas tampouco parece ter força o bastante para enfrentar a Mercedes e a Williams, que vem se apresentando como a segunda força da F1.

Sobrou pouco do Romain Grosjean estabanado que a F1 viu em outros tempos, mas a temporada 2014 tampouco ajudou o franco-suíço a mostrar seu melhor. Preso a um carro ruim, o #8 foi um dos muitos que puxou corrente no ano passado. Para 2015, o prognostico não é lá dos melhores — até porque a Lotus é mais uma das equipes com problemas financeiros —, mas o time de Enstone há de se beneficiar do novo motor Mercedes. Se não der para andar na ponta, o novo propulsor deve ajudar o evoluído Grosjean ao menos a não ser presença assídua no pelotão de trás.
O endinheirado Pastor Maldonado fez exatamente o que se esperava dele na temporada 2014: nada. Depois de errar feio na decisão de trocar a — hoje bela e rápida — Williams pela — agora problemática — Lotus, o venezuelano se achou preso a um carro com poucas possibilidades e não encontrou um caminho nem mesmo para bater seu companheiro de equipe. É verdade que o motor Mercedes deve fazer a Lotus avançar algumas casinhas no tabuleiro da F1, mas, ao que tudo indica, Pastor terá mais um ano para deixar sua marca na lista dos trapalhões do Mundial.

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