Cheio de novidades, Mundial de Superbike abre temporada 2015 neste fim de semana com rodada dupla em Phillip Island

Depois de uma intensa movimentação na estrutura das equipes e uma grande mudança no regulamento técnico, a temporada 2015 do Mundial de Superbike começa neste fim de semana com a etapa da Austrália. Certame terá 13 rodadas duplas

A cobertura do Mundial de Superbike no GRANDE PRÊMIO

Mais de cem dias após o eletrizante fim da temporada 2014 no Catar, o Mundial de Superbike está pronto para dar a largada na disputa de 2015. Com um grid de 26 pilotos, o certame das motos de produção realiza neste fim de semana em Phillip Island, na Austrália, a primeira das 13 etapas do ano.
 
Inicialmente, a temporada contaria com 14 rodadas duplas, mas a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) anunciou no último dia 11 o cancelamento da prova da Rússia, alegando que a YMS, organizadora local da etapa de Moscou, não forneceu as garantias contratuais exigidas pela Dorna, a promotora do campeonato.
Phillip Island celebra 25 anos no calendário do Mundial de Superbike (Foto: Divulgação/WSBK)
Assim como aconteceu neste ano, a prova da Rússia também foi cancelada no ano passado. Em 2014, porém, a etapa foi desmarcada pelos próprios organizadores locais, já que a crise política que o país ainda atravessa afetava empresas associadas e essenciais para a realização da disputa.
 
Com a Rússia fora do calendário, o Mundial começa na Austrália e depois segue para a Tailândia, para debutar no circuito de Chang. Aragão aparece na sequência, seguido por Assen, Ímola, Donington Park, Algarve, Misano, Laguna Seca, Sepang, Jerez de la Frontera e Magny-Cours. Assim como no ano passado, Losail recebe a última etapa da temporada.
 
A chegada da Tailândia, entretanto, não é a única novidade para a temporada 2015 do Mundial de Superbike. Desde que a bandeira quadriculada tremulou pela última vez na pista de Losail no ano passado, muitas equipes sofreram alterações em seus quadros, algumas delas, inclusive, contarão com uma dupla completamente nova.
 
Campeão de 2014, Sylvain Guintoli deixou a Kawasaki e foi para a Honda para formar dupla com o estreante Michael van der Mark, que chega como campeão de 2014 da Superstock. A marca sediada em Kobe, por sua vez, trouxe Jonathan Rea para fazer par com Tom Sykes, encerrando o longo vínculo do britânico com a marca da asa dourada.
Sylvain Guintoli e Michael van der Mark vão representar a Honda em 2015 (Foto: Honda)
Pela primeira vez desde 2009, a Aprilia não contará com um time de fábrica na Superbike, ficando nas mãos da Red Devils a responsabilidade de dar sequência ao histórico vitorioso da marca italiana. O time, que será representado pelo recém-chegado Jordi Torres e por Leon Haslam vai alinhar com o status de time apoiado pela fábrica de Noale
 
 
A EBR também vem com mudanças em sua equipe, com Niccolò Canepa e Larry Pegram formando a dupla do time. A estreante JR, que não estará no grid da Austrália por conta de dificuldades logísticas, é a nova casa de Ayrton Badovini e Toní Elias.
 
Além da JR, a Barni também debuta no campeonato, promovendo o retorno do argentino Leandro ‘Tati’ Mercado à elite da Superbike. 
Tom Sykes e Johnny Rea vão formar o time da Kawasaki (Foto: Divulgação)
A Ducati, por outro lado, é o único time que aparece praticamente intacto para 2015, já que manteve Chaz Davies e Davide Giugliano. Em Phillip Island, no entanto, a fábrica de Borgo Panigale vai promover o retorno de Troy Bayliss ao certame.
 
 
Pela primeira vez, a Kawasaki dará apoio de fábrica para um segundo time. David Salom vai correr pela Pedercini, com uma versão EVO da ZX-10R.
 
Quem também estreia no Mundial de Superbike em 2015 é Nico Terol. Depois de um ano para lá de difícil na Moto2, o espanhol assinou com a Althea e terá Matteo Baiocco como companheiro de equipe.
 
Christophe Ponsson e Santiago Barragan, da Grillini, Leon Camier, da MV Agusta, Imre Toth e Gábor Rizmayer, do BMW Team Toth, Sylvain Barrier, da BMW Motorrad Italia, e Román Ramos, do Go Eleven, completam o grid de 2015.
Randy de Puniet vai estrear no Mundial de Superbike ao lado de Alex Lowes (Foto: Suzuki)
A outra novidade para este ano fica por conta do regulamento. Em 2015, o Mundial de Superbike volta a ter uma plataforma única, com o código EVO — posto em vigor no ano passado — formando a base das novas regras.
 
Com um regulamento elaborado para reduzir custos, padronizar recursos e nivelar as equipes de fábrica e satélites, o Mundial de Superbike começa sua história em 2015 com um grid saudável — com oito fábricas envolvidas —, o que representa o maior grupo de classe única desde 2010. 
 
Desde que assumiu o comando da série, a Dorna realizou mudanças técnicas e esportivas no Mundial de Superbike com o objetivo de revitalizar o campeonato por meio do corte de custos, da melhora do espetáculo para a TV e também de uma aproximação entre as duas principais séries do motociclismo mundial. 
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