Hill aconselha Russell contra ver Hamilton como inimigo em 2022: “Não seria esperto”
Damon Hill acredita que Lewis Hamilton vai querer ajudar George Russell a partir do momento em que os dois se tornarem companheiros de equipe
A temporada 2022 terá a principal equipe da Fórmula 1 nos últimos anos – são oito títulos mundiais de Construtores em sequência – com uma dupla de pilotos ingleses: Lewis Hamilton e George Russell. E o campeão mundial de 1996 e atual comentarista, Damon Hill, acredita que o clima será de cooperação. A não ser que Russell encare o desafio de maneira muito específica.
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Hill confia que Hamilton, próximo de completar 37 anos de idade, entende que o caminho dele na F1 é bem mais curto que o de Russell. Portanto, tentará ajudar o novo companheiro. Mas tudo isso pode ruir se George achar que o caminho que deve seguir é tratar Lewis como inimigo.
“Acho que será ótimo de assistir. Tenho certeza que Lewis vai querer encorajar George, não vejo dando errado. Creio que Lewis entende que o tempo dele no esporte é mais curto que o de George, então provavelmente vai querer fazer a parte dele para ajudar. Não que George precise de ajuda, provavelmente”, disse.

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“É com George e como ele vai abordar a situação. Dá para entrar em situações como essa e pensar ‘certo, aquele lá é o inimigo e eu preciso batê-lo’. Isso talvez não seja a coisa mais esperta com Lewis, acredito. É algo para avaliar para o ano que vem. Estou tão animado quanto todo mundo para ver o que acontece”, seguiu.
Outro campeão mundial inglês, Jenson Button, foi no mesmo caminho. Segundo ele, que foi companheiro de equipe de Hamilton na McLaren entre 2010 e 2012, um erro que Russell precisa evitar é achar que somente estar no mesmo ambiente é o suficiente para superar o heptacampeão.
“Ele não pode se pressionar: não pode entrar no carro e achar que pode ser mais rápido que Lewis de cara. Isso precisa ser construído, senão será um tiro no pé. Não dá para ser muito confiante ao lado de Lewis”, finalizou.
Russell substitui Valtteri Bottas, que passou cinco temporadas na Mercedes após a aposentadoria de Nico Rosberg.
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