Alpine vê teto orçamentário como aliado para equipes menores da F1: “Espero que não mude”
O chefe de equipe da Alpine, Otmar Szafnauer, citou o exemplo da Mercedes, que sofre com problemas, mas está limitada pelo regulamento, ressaltando que vê no teto orçamentário a chance de buscar uma melhor posição no Mundial
A meta da Alpine antes do início da temporada 2022 da Fórmula 1 era a quarta colocação no Mundial de Construtores. Porém, com os problemas que a Mercedes vem enfrentando, o chefe de equipe Otmar Szafnauer começou a acreditar que a base em Enstone pode alcançar um resultado ainda melhor, sobretudo pelo teto orçamentário impedir que os times de ponta busquem melhorias imediatas nos carros.
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Szafnauer lembrou que, em outros tempos, uma equipe de ponta como a campeã de construtores já teria resolvido os problemas atuais do carro. “Acho que o limite no orçamento é uma boa ajuda, já que, no passado, equipes como a Mercedes teriam investido grandes somas de dinheiro para se recuperar. Essa agora é uma grande questão para ela, pois é forçada a não gastar tanto para se recuperar. E isso ajuda, acredito que para todos. Honestamente, acho isso. Então espero que não mude”, declarou americano.
O chefe de equipe da Alpine destacou ainda a alta competitividade entre as equipes nesse começo de temporada como ponto alto, ressaltando que isso atrai o interesse pela F1. “Duas equipes venceram, e isso é bom. Mercedes ainda não venceu, mas está em segundo no Mundial. Outra coisa boa: há muita briga no grupo intermediário, muitos podem se destacar e serem os melhores nesse contexto. Faremos de tudo para ser o melhor time nessa parte da tabela. Vamos trabalhar duro para garantir isso.”

Durante o fim de semana para o GP da Austrália, o desempenho da equipe francesa deixou Szafnauer bastante satisfeito com os motores Renault. Ele afirmou que, ao que parece, as unidades de potência estão “a uns dez cavalos” das principais adversárias em termos de performance.
Na classificação para a corrida em Melbourne, Fernando Alonso apresentou um ritmo muito forte, tendo chances reais de alinhar com o carro nas primeiras posições do grid — fato que só não se concretizou por conta da batida do espanhol no Q3. Já Esteban Ocon tem apresentado resultados consistentes, com um sexto e dois sétimos lugares nas etapas disputadas até aqui.
“Achamos que demos um passo em relação ao motor, provavelmente estamos a dez cavalos de potência do melhor. Tudo isso é bom e muito encorajador também, considerando o congelamento das unidades de potência”, declarou.
“Com isso, podemos trabalhar em estreita colaboração com nossa equipe de unidades de potência e pensar em mudanças na arquitetura do chassi. Isso nos permitirá focar bastante na melhoria do chassi, e devemos muito ao trabalho feito por nossos engenheiros em Viry-Châtillon. Agora cabe a nós continuar desenvolvendo o A522”, finalizou Szafnauer.
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