A Foyt vive uma temporada complicada. Está aí uma frase que vem se repetindo ano após ano, não é? Em 2019, após metade do campeonato, o time do lendário AJ Foyt aparece se arrastando em boa parte das corridas e, por diversas vezes, tem o pior carro do grid.
Na pontuação, praticamente uma repetição de 2018. Kanaan fechou o GP do Texas do ano passado com 157 pontos e, hoje, tem 147. Leist tinha 133 e agora aparece com 135. Quase nada mudou.
Tony Kanaan sofre para alcançar resultados com a Foyt… (Foto: Indycar)
O que se vê é uma equipe andando para trás, regredindo mesmo após reestruturações constantes. De 2017 para 2018, veio a primeira, com promessa de mecânicos mais ágeis e engenheiros de renome chegando junto com os novos pilotos. De 2018 para 2019, mais uma, mas as novas peças em nada agregaram até aqui.
E o clima na Foyt é de tanto conformismo que o próprio Larry Foyt, presidente da equipe,
já fala em "modo reconstrução para 2020". O mesmo admite que o time tem piorado em relação ao ano passado e que, mesmo nos ovais, foco total para o ano, o desempenho não vem sendo dos melhores – o GP do Texas foi péssimo, por exemplo.
Mesmo após a Indy 500, de longe a melhor corrida do time em termos de consistência – e até de resultado, com dois top-15 -, Leist foi sincero e admitiu que não é o que espera para sua carreira. E tem toda razão. O garoto já mostrou que merece ter um carro melhor em mãos.
“Foi um bom maio para nós. Estou evoluindo a cada vez que volto para essa pista, que é um lugar muito especial e no qual é muito bom andar na frente. Então, o quarto lugar no GP foi meu melhor resultado na Indy até aqui e esse 15º lugar na Indy-500 tem seu valor. Obviamente não é onde eu quero estar andando, não é o que eu quero para minha carreira, mas tudo tem seu tempo e com certeza minha hora vai chegar”, disse Leist semanas atrás.
…assim como Matheus Leist (Foto: IndyCar)
Para Kanaan, o cenário é bem diferente. Se o companheiro, amigo e quase aprendiz vem no começo da trajetória e não pode andar tanto tempo no fundo do grid, o veterano está na reta final da carreira e já garantiu que só se aposenta quando deixar a Foyt em um lugar melhor.
Tony não esconde de ninguém o desejo de seguir e mostra que tem lenha para queimar, especialmente, nos ovais. O brasileiro inclusive demonstra bastante paciência e não mede esforços para fazer o time crescer. O caminho pode ser investir mesmo nos ovais, já que a Foyt parece uma Williams atualmente nos mistos e nas ruas.
Impressiona o fato dos brasileiros cometerem tão poucos erros, mesmo parecendo que sempre precisam tirar muito mais do que o carro pode oferecer. O que se pode dizer é que Kanaan merece que as coisas na Foyt funcionem e até que um sonhado segundo anel da Indy 500 venha. Leist, por sua vez, merece um carro melhor e construir uma carreira tão bonita quanto a do companheiro e mentor.
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