Verstappen nega vontade de disputar Indy 500: “Não preciso arriscar vida por tríplice coroa”
Max Verstappen disse que tem muito respeito pelos pilotos da Indy, mas descartou a possibilidade de um dia disputar as 500 Milhas de Indianápolis, que forma ao lado do GP de Mônaco e das 24 Horas de Le Mans a chamada tríplice coroa do automobilismo mundial
Ser coroado como vencedor das 500 Milhas de Indianápolis é o sonho de muitos pilotos, mas a tradicional corrida americana — que compõe junto com o GP de Mônaco da Fórmula 1 e as 24 Horas de Le Mans a chamada tríplice coroa do automobilismo mundial — não seduz nem um pouco Max Verstappen. O piloto da Red Bull disse ter muita admiração por quem compete na Indy, porém tratou de dizer que não pretende “arriscar a vida” em nome da glória.
Verstappen venceu em Mônaco em 2021 e terminou a corrida deste ano na terceira posição. Para alcançar a tríplice coroa, portanto, restaria subir ao lugar mais alto do pódio na Indy 500 e em Le Mans, mas ele já descartou a possibilidade.
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“Não tenho desejo de perseguir a tríplice coroa, ao menos não a Indy”, enfatizou o líder do Mundial de Pilotos. “Eu aprecio o que eles fazem. É insano, esses pilotos… Tenho muito respeito pelo que eles conquistam lá, mas para mim, especialmente por ainda estar na F1 há pouco tempo, não preciso arriscar minha vida e potencialmente me machucar, as pernas, ou seja lá o que for. Não vale a pena, eu diria”, acrescentou.
Se desdenha da Indy, o mesmo não pode ser dito sobre a estrela do Mundial de Endurance, mas o holandês ressaltou que também não vê a participação na prova como um objetivo em sua carreira. “Talvez Le Mans. Eu gosto de endurance, então provavelmente participarei de algumas corridas, espero que em breve, mas isso realmente não me importa. É claro que tento ser bom na F1, tento ser bom em tudo o que faço, mas esse desejo pela tríplice coroa não me interessa”, finalizou.
Vencedor do GP de Mônaco do último domingo, Sergio Pérez também não demonstrou muito entusiasmo ao falar de uma possível tentativa de buscar a vitória tanto na Indy 500 quanto nas 24 Horas de Le Mans. “Não tenho interesse, para ser honesto. Não sei se vou correr no endurance um dia. Acho que não. Quando sair da F1, precisarei voltar para casa e cuidar dos meus filhos. Já tenho três, então estarei bastante ocupado”, disse o mexicano.
No último domingo, a 106ª edição da Indy 500 terminou com a vitória de Marcus Ericsson, da Ganassi, que se aproveitou do erro de Scott Dixon (Ganassi) para assumir a ponta e ainda precisou de sangue frio ao se defender do ataque de Pato O’Ward (McLaren) na relargada, a quatro voltas do fim. O sueco agora é o líder da temporada 2022 da Indy com 226 pontos, 13 a mais que O’Ward.
Ericsson, aliás, já teve passagem pela F1 de 2014 a 2018, porém sem notoriedade. Além dele, Takuma Sato, Alexander Rossi e Juan Pablo Montoya são os outros ex-pilotos de F1 que também triunfaram no oval de Indianápolis e continuam em atividade.
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