Tricampeão da F1, Stewart cria instituição contra demência após diagnóstico da esposa

Ex-piloto de Fórmula 1 e tricampeão entre 1969 e 1973, Jackie Stewart viu sua esposa ser diagnosticada com demência e entrou em uma busca incansável para encontrar uma cura

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Tricampeão mundial de Fórmula 1, Sir Jackie Stewart enfrenta uma batalha completamente diferente neste momento da vida, aos 83 anos de idade. Helen, esposa do ex-piloto britânico pelos últimos 60 anos, foi diagnosticada com demência há sete — uma doença que ainda não possui cura conhecida —, e o campeão de 1969, 1971 e 1973 segue em uma batalha incansável para encontrar algo que ajude na recuperação de sua mulher.

“É a coisa mais importante da minha vida agora”, disse Stewart ao canal britânico GB News. “Helen, com quem estou casado por 60 anos, foi minha cronometrista, minha organizadora, ela fez de tudo e me deu dois meninos maravilhosos. E infelizmente, ela foi diagnosticada sete anos atrás com demência. E eu fiquei chocado em saber que não existia cura, está acontecendo por mais de 50 anos sem uma cura nesse mundo moderno”, lamentou.

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Durante a conversa, ao explicar os objetivos que traçou com a fundação de uma instituição de caridade focada em encontrar uma cura para a demência, Stewart espera que sua experiência de nunca desistir enquanto piloto de Fórmula 1 ajude na desgastante busca pelo antídoto.

“Começamos uma fundação [de caridade] chamada Race Against Dementia [Corrida Contra a Demência, em tradução livre]”, prosseguiu. “E decidi que a Fórmula 1 era um ótimo exemplo de como rapidamente ter sucesso. Os times de F1 vão fazer cinco ou seis mudanças em seus carros durante a semana, entre as corridas, em um esforço para ganhar”, explicou.

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Tricampeão mundial de Fórmula 1, Jackie Stewart classificou luta contra demência como a maior de sua vida (Foto: Fórmula 1)

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“No mundo da medicina, parece que leva para sempre para se ter uma chance, já que por mais de 50 anos não há cura para a demência”, continuou. “Existem mais pessoas morrendo de demência agora do que qualquer outra doença no mundo, e para mim isso é inaceitável, particularmente quando a pessoa que você ama contrai essa doença terrível”, destacou.

Stewart explicou que sua fundação viaja pelo mundo recrutando os melhores médicos possíveis, sempre focados em encontrar uma solução para os pacientes que sofrem com a doença. No entanto, o ex-piloto britânico admite que a luta não é fácil — e muito menos resolvida em questão de alguns dias.

“Eu rodo o mundo tentando encontrar alguma coisa para liberar Helen dessa doença terrível, e ainda assim simplesmente não está lá”, disse. “Então, levamos todos nossos PhDs, encontramos PhDs em todos os cantos do mundo, sempre os melhores dos melhores nas universidades médicas. Estamos procurando por uma cura para a demência enquanto estou vivo. É uma decisão grande quando você pensa que por tantos anos, não existe uma”, salientou.

“Eu gostaria de pensar que alguns dos jovens médicos que trouxemos vão encontrar algo que não tenha aparecido nos últimos 20 anos”, torce. “Queremos uma cura agora. Temos PhDs ao redor do mundo tentando encontrar uma solução. Eu espero que aconteça, como eu disse, enquanto estiver vivo. Mas não acho que seja um trabalho de cinco minutos”, encerrou.

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