Verschoor acerta estratégia de pneus e vence corrida 2 na Áustria. Drugovich é 13º
Richard Verschoor apostou em largar com pneus slicks com a pista úmida na Áustria e acabou completando a corrida deste domingo (10) em primeiro. Ao final da corrida, porém, o holandês da Trident foi desclassificado por falta de combustível. Como Jehan Daruvala também foi punido, a vitória ficou com Logan Sargeant
Atualizado às 11h26
Richard Verschoor venceu com tranquilidade a corrida 2 da F2 na Áustria, realizada neste domingo (10), mas não levou. O piloto, que alinhou em oitavo, acertou ao largar com slicks quando a pista do Red Bull Ring já aparecia com trilho e pulou para a ponta na volta 7 para de lá não sair mais.
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Ao cruzar a linha de chegada, porém, Verschoor encostou na área de escape e começou a levantar suspeitas de que seria falta de combustível — e caso fosse, ele seria punido e perderia a vitória. O representante da Trident disse que foi problema hidráulico, mas a equipe foi chamada pelos comissários porque ficou constatado que não foi fornecido o combustível mínimo de 0,8 kg para a análise pós-corrida.
Com isso, Verschoor foi desclassificado da corrida 2 na Áustria. Melhor para Jehan Daruvala, que passou a ser o novo vencedor. Mas o indiano — que recebeu a bandeirada em segundo — também foi punido após a corrida: recebeu um drive-through por irregularidades na largada, mas por ter sido após a prova, os comissários acresceram 20s ao tempo final do piloto da Prema. Com isso, ele caiu para 12º.
Logan Sargeant, que não tinha nada a ver com isso, foi declarado o vencedor da corrida 2 da F2 na Áustria. Enzo Fittipaldi, que cruzou em quarto lugar, subiu para segundo, com um surpreendente Roberto Merhi — que largou em 20º, tomou punição por limites de pista quando era segundo e recebeu a bandeirada apenas em quinto — em terceiro.

Além dos pneus, o track limits foi outro personagem que acabou roubando a cena na corrida. Vários pilotos tomaram punições ao longo da prova, sobretudo nas voltas finais. Além de Merhi, Ayumu Iwasa, Frederik Vesti, Calan Williams e Liam Lawson também tiveram acréscimo de tempo ao resultado final por excederem os limites de pista.
Com as punições a Verschoor e Daruvala contabilizadas, o top-10 ficou da seguinte forma: Dennis Hauger (quarto), Jake Huges (quinto), Olli Caldwell (sexto), Ayumu Iwasa (sétimo), Jüri Vips (oitavo), Roy Nissany (nono) e Lawson (décimo).
Felipe Drugovich, que largou em quinto, esteve na turma dos que partiram com intermediários e perdeu muitas posições no início. Théo Pourchaire fez a mesma coisa, e ainda que tenha largado bem, não resistiu muito tempo na pista com os intermediários. Eles terminaram em 13º e 14º, respectivamente, fora da zona de pontuação, mas ainda subiram duas posições cada após as punições de Verschoor e Daruvala.
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A chuva deu o ar da graça na Áustria e acabou tendo um papel fundamental no resultado da corrida, ainda que tenha parado bem antes da largada. No entanto, foi suficiente para deixar a pista úmida e mexer na estratégia de pneus das equipes.
Os ponteiros foram conservadores e partiram com intermediários, sem querer arriscar uma escapada logo nas primeiras voltas. Mas era evidente que não demoraria muito para a pista secar, ou seja, muitos optaram por começar já com os compostos macios — entre eles, Fittipaldi, alinhado em 12º.

Na largada, Vips tracionou melhor e pulou para a ponta, trazendo Iwasa consigo. Vesti caía para terceiro, enquanto Drugovich perdia uma posição, cruzando em sexto. Na parte de trás do pelotão, Marcus Armstrong, vencedor da sprint race, se envolveu na costumeira confusão da largada e levou a pior, ficando com o carro no meio da pista e provocando bandeira amarela.
O safety-car foi acionado na segunda volta, e logo Amaury Cordeel correu para trocar para pneus slicks. A maioria com compostos intermediários, no entanto, optou por seguir na pista. Três giros depois, o carro de segurança deixou a corrida.
Na relargada, Vips manteve a ponta, seguido de Vesti, Ayumu Iwasa, Sargeant e Doohan fechando o top-5. Pourchaire aparecia numa ótima sexta colocação depois de largar em nono, logo à frente do líder do campeonato.
De repente, Drugovich começou a ficar muito lento e cair várias posições, mas não entrou para os boxes. A vítima seguinte foi Pourchaire, e logo em seguida, os ponteiros Vips e Vesti também passaram a perder posições com uma facilidade impressionante. Eram os pneus intermediários acabando em apenas sete voltas.
Enquanto isso, a turma que largou de slicks — entre eles, Fittipaldi — escalava o grid e aparecia nas primeiras posições: na volta 8, quando os pilotos que partiram com pneus para pista molhada entraram para os boxers, Verschoor aparecia em primeiro, seguido por Daruvala, Merhi, Hauger e Fittipaldi.
Posições restabelecidas, Drugovich aparecia apenas em 18º. A única vantagem para ele era o trabalho de pit-stop da MP melhor que o da rival ART, o que fez o brasileiro voltar à frente de Pourchaire, ainda que fora da zona de pontuação.

Na volta 13, mais uma vez os pneus começaram a assumir o protagonismo novamente: mesmo com slicks, os pilotos agora na ponta também tiveram de parar para trocar para compostos médios. No entanto, a vantagem era suficiente para que as posições não sofressem mudanças, tanto que Verschoor continuou na ponta. Quem acabou se dando mal foi Hauger, que teve um pti-stop muito ruim e acabou perdendo posições.
Enquanto isso, Merhi se mantinha entre os três primeiros, logo atrás de Daruvala. Nas últimas dez voltas, ele começou a se aproximar consideravelmente de Daruvala. A cinco voltas, o espanhol encostou de vez, ficando abaixo de 1s, o que permitira a utilização da asa móvel. Enquanto isso, Verschoor seguia firme na frente, administrando a boa vantagem de 7s conquistada com uma ótima sequência de voltas rápidas após a parada.
No último giro, então, veio a ultrapassagem de Merhi sobre Daruvala, algo completamente impensável para o experiente piloto em sua corrida de retorno à F2 após quatro anos. Mas a alegria durou muito pouco: a direção de prova, implacável, pegou o excesso de pista mais uma vez e aplicou 5s como punição ao tempo final. Um lamento, mas que não tirou o brilho da corrida do piloto da Campos, ainda que o vencedor tenha sido Verschoor.
O holandês cruzou a linha de chegada em primeiro, mas logo parou na área de escape, levantando suspeitas de que teria sofrido pane seca — e caso fosse, seria punido e perderia a vitória. Verschoor disse que foi problema hidráulico, mas ao final, o piloto foi desclassificado.
F2 2022, Áustria, Spielberg, corrida 2, resultado final (atualizado):
| 1 | L SARGEANT | Carlin | 40 voltas | |
| 2 | E FITTIPALDI | Charouz | +14.615 | |
| 3 | R MERHI | Campos | +15.719 | |
| 4 | D HAUGER | Prema | +20.100 | |
| 5 | J HUGHES | Van Amersfoort | +24.238 | |
| 6 | O CALDWELL | Campos | +26.253 | |
| 7 | A IWASA | DAMS | +27.246 | |
| 8 | J VIPS | Hitech | +27.973 | |
| 9 | R NISSANY | DAMS | +28.543 | |
| 10 | L LAWSON | Carlin | +30.065 | |
| 11 | F DRUGOVICH | MP | +33.107 | |
| 12 | J DARUVALA | Prema | +33.736 | |
| 13 | T POURCHAIRE | ART | +33.943 | |
| 14 | F VESTI | ART | +40.861 | |
| 15 | C WILLIAMS | Trident | +43.050 | |
| 16 | M SATO | Virtuosi | +46.157 | |
| 17 | C NOVALAK | MP | +72.707 | |
| 18 | A CORDEEL | Van Amersfoort | +1 volta | |
| 19 | J DOOHAN | Virtuosi | +1 volta | |
| C BÖLÜKBASI | Charouz | NC | ||
| M ARMSTRONG | Hitech | NC | ||
| R VERSCHOOR | Trident | DQ |
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