Hamilton admite que foco da Mercedes já é 2023: “Tentando apenas entender esse carro”
Lewis Hamilton explicou que é frustrante dar o máximo na pista e, mesmo assim, ficar a mais de 1s dos mais rápidos. O inglês afirmou que a Mercedes já trabalha no W13 para saber o que não levar para o carro do ano que vem
Prestes a realizar o seu GP de número 300 na Fórmula 1, Lewis Hamilton convive com uma realidade bem fora da que se viu nas últimas oito temporadas, quando destruiu recordes e igualou os sete títulos de Michael Schumacher. Em 2022, porém, a Mercedes permanece numa luta contra o tempo para, ao menos, voltar a vencer na categoria, e o inglês admitiu que está começando a mudar o foco para o ano que vem.
Já são 12 corridas sem vencer na F1 — a última foi na Arábia Saudita, no ano passado —, um jejum pessoal. E por mais que o time de Brackley insista em não largar o desenvolvimento do W13, a verdade é que Hamilton já enxerga esse ano como aprendizado para 2023.
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“Não é que seja desanimador, mas é que você sai para fazer uma volta, e eles ficam, ‘Você está 1s7 atrás'”, disse Hamilton, que fez o quarto tempo na classificação de sábado (23), em Paul Ricard. “Aí você faz uma volta muito boa, e ainda está a 1s1 [do mais rápido] e fica ‘Uau!’. Não há nada que eu possa fazer para mudar isso”, lamentou.
“É claro que todos estão trabalhando o máximo que podem, e sempre trazemos pequenas coisas em cada fim de semana para tentar melhorar, mas, às vezes, isso não faz diferença. Sem dúvida, é algo difícil para todos”, continuou o inglês.
A Mercedes vem numa temporada de muitos altos e baixos, mas teve boas performances na Inglaterra e na Áustria, corridas em que Hamilton chegou em terceiro e apresentou um ritmo forte. A equipe também tem como ponto forte a confiabilidade — algo, por exemplo, que já prejudicou bastante as atuais líderes, Red Bull e Ferrari, com abandonos de seus pilotos por quebras.
O fantasma do porpoising, que deu muita dor de cabeça na primeira parte, também parece ser coisa do passado, por mais que a equipe ainda sofra com quiques por conta da rigidez do carro, porém em escala bem menor. No entanto, a desvantagem ainda é muito grande para as ponteiras, e o máximo que a Mercedes tem alcançado é se isolar como terceira força na temporada 2022.
“Estou focado, como já disse no início, em apenas tentar entender mais esse carro. Realmente estou trabalhando alinhado ao time para dizer ‘Essas são as peças desse carro que quero e essas são as que não quero para o carro do próximo ano'”, ressaltou o heptacampeão. “Tento orientar nisso, ao menos… Espero que cheguemos a um lugar melhor no final do ano, mas o carro do ano que vem é um com o qual poderemos lutar”, encerrou.
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