Williams pressiona e diz que Sargeant tem de mostrar na pista “o que mostra no simulador”

Jost Capito destacou o crescimento de Logan Sargeant e elogiou a performance do americano em classificações, mas ressaltou que há situações de pista que um piloto precisa aprender na prática

Logan Sargeant depende apenas de si próprio para correr na Fórmula 1 em 2023 com a Williams. Ainda dependendo do resultado final da Fórmula 2 para confirmar os pontos da superlicença, o americano teve uma prévia durante o primeiro treino livre no Circuito das Américas — sessão que, na visão de Jost Capito, foi importante para colocar a disciplina do jovem de 21 anos à prova.

Antes do TL1, o chefe da Williams explicou que o que estaria em jogo não era o tempo de volta propriamente dito, uma vez que ele não havia se preparado apenas para aquele fim de semana. “Antes de tudo, queremos ver a disciplina dele.”

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“Não se trata de tempo de volta, trata-se de cumprir o programa de desenvolvimento e obter os dados necessários no TL1. É sobre isso, e ele será julgado pelo o quão bem executar isso, e não pelo tempo de volta”, acrescentou o dirigente.

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Logan Sargeant andou com a Williams em Austin (Foto: Williams)

Capito disse ainda que pressão era natural, mas Sargeant “teria de lidar com isso”. “Vimos que ele cresceu bastante. Acho que está bem mais autoconfiante, sua aptidão física também está muito melhor, ele está preparado para entrar num carro de F1 agora. Você tem uma expectativa diferente do seu corpo partindo de um carro de F2 para um de F1, então ele se preparou bem para isso durante toda a temporada, pois sabia que [o momento] estava perto.”

Escolhido para assumir o lugar de Nicholas Latifi caso conquiste os pontos da superlicença, Sargeant estreou na Fórmula 2 na rodada de Jedá de 2021, penúltima da temporada. Para 2022, o americano fechou com a Carlin para disputar o campeonato inteiro e já conquistou duas vitórias em corridas principais, na Inglaterra e na Áustria, além de ter ido ao pódio em outras duas ocasiões.

Mesmo assim, Sargeant ainda é visto por muitos como um piloto com pouca experiência para assumir um F1, mas Capito argumentou que não são apenas os resultados de corrida que pesam na escolha, mas também a classificação. “Ele superou seus companheiros de equipe nos últimos anos, e isso mostra a sua velocidade bruta.”

“Ele aprendeu muito sobre inteligência de corrida, como se comportar, como pilotar e cuidar dos pneus”, continuou. “Isso será um grande passo para ele na F1, pois a F1 é mais complicada nesse ponto do que a F2. É aí que ele precisa aprender bastante, mas isso só se aprende na pista, não tem como aprender isso no simulador. Agora ele tem de provar que o que tem mostrado no simulador, também é mostrado na pista”, finalizou Capito.

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