CEO diz que “adoraria” Drugovich na F1, mas Piastri e De Vries provam que “F2 funciona”

Bruno Michel frisou que nunca se sabe quantas vagas estão disponíveis na F1, mas que apesar de Felipe Drugovich ter ficado de fora do grid, as estreias de Oscar Piastri e Nyck de Vries são merecidas

Após conquistar o título da temporada 2022 da Fórmula 2, Felipe Drugovich bem que tentou, mas a escassez de vagas no grid da Fórmula 1 não deu outra opção ao brasileiro além do posto de piloto reserva na Aston Martin em 2023. Mesmo assim, o CEO da categoria, Bruno Michel, acredita que ver os campeões de 2021 e 2019, Oscar Piastri e Nyck de Vries, respectivamente, prestes a estrearem na elite do automobilismo mundial é a prova de que a pirâmide está, sim, dando certo.

Michel falou ao site da F2 sobre essa escada que os pilotos sobem nas categorias de base, primeiro na Fórmula 3 — classe com um grid maior —, passando à F2 até, enfim, alcançar a tão sonhada F1, como é o caso também de Logan Sargeant, que vai correr na Williams.

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Oscar Piastri foi campeão da F2 em 2021 e agora fará sua sonhada estreia na F1 (Foto: Fórmula 2)

“Não apenas Logan será piloto da F1, Felipe será reserva na Aston Martin, o que é ótimo. Eu adoraria ver Felipe pilotando, mas as vagas eram essas”, avaliou Michel. “O incrível também é que teremos o campeão de 2021 e o de 2019 no grid da F1 este ano. É uma grande conquista. Demorou um pouco mais para Nyck de Vries, mas funcionou no final e ele estará na F1, o que acho fantástico e totalmente merecido”, destacou.

“Sobre Oscar Piastri, estamos muito felizes em vê-lo na McLaren, e isso significa que a F2 está realmente funcionando. Esse é o nosso objetivo. Nunca sabemos quantas das 20 vagas estarão disponíveis, sempre há renovações, mas é ótimo ver Oscar tendo a sua chance”, acrescentou o dirigente.

“Sei que todos eles não estão apenas prontos para a F1, mas vão entregar resultados muito fortes. Esse é outro ponto, quando um piloto da F2 chega à F1, não precisa realmente de tempo de adaptação, ele é imediatamente competitivo, e acho que isso é o que mais importa”, completou.

Até o momento, cinco pilotos oriundos da F3 estão confirmados no grid da F2 em 2023: Oliver Bearman, Arthur Leclerc, Brad Benavides, Roman Stanek e Kush Maini. Zane Maloney e Isack Hadjar, membros da academia da Red Bull, também foram anunciados por Helmut Marko, mas ainda sem confirmação oficial das equipes.

Michel celebrou ver tantos pilotos da F3 preenchendo as vagas da categoria. “Isso também prova que a pirâmide funciona. É importante que os pilotos que se destacam na F3 cheguem à F2.”

“Há 30 vagas na F3, mas apenas 22 na F2, então é uma pirâmide, mas o caminho entre ambas tem sido consistente, e será muito interessante ver os pilotos que já estão na segunda ou terceira temporada brigando com os novatos. Será fascinante, e prova que a pirâmide está funcionando bem”, concluiu.

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