ART vê Drugovich “muito consistente” em 2022 e admite: “Pourchaire vice não foi ruim”
Sébastien Philippe, chefe da ART, lamentou os erros que fizeram a equipe perder pontos preciosos na F2 em 2022, mas diante da força de Felipe Drugovich e da MP, o resultado acabou sendo justo
Desde a primeira rodada da temporada 2022 da Fórmula 2, Théo Pourchaire surgiu como desafiante para Felipe Drugovich, mas o francês não conseguiu impedir o título do brasileiro. E, no final das contas, diante da consistência que o paranaense e a MP apresentaram ao longo da competição, o vice-campeonato ficou de bom tamanho.
Essa é a avaliação feita pelo chefe da ART, Sébastien Philippe, equipe que Pourchaire defendeu no ano passado. O francês de 19 anos começou a temporada na liderança, com vitória na corrida principal do Bahrein, depois voltou a vencer em Ímola, mas da histórica performance de Drugovich em Barcelona em diante, não conseguiu impedir o título antecipado do rival.
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“Temos de admitir que Drugovich e a MP foram realmente consistentes e muito fortes durante toda a temporada, e acho que eles mereceram [o título]”, declarou Philippe ao site oficial da categoria. “Juntou tudo, Sander [Dorsman, chefe da MP] fez um trabalho fantástico no ano passado, e é por isso que, no campeonato de pilotos, ter ficado em segundo não foi tão ruim”, analisou.
Drugovich conquistou o título na sprint da rodada da Itália, com uma de antecedência para o final do campeonato. Pourchaire fechou o ano com 164 pontos, sustentando o vice na tabela graças à vantagem que conseguiu abrir para os demais adversários. No entanto, ter saído zerado de Abu Dhabi fez com que a diferença para o brasileiro fosse de 101 pontos — a maior entre campeão e segundo colocado desde a mudança de nome para F2.
Philippe acredita, contudo, que o campeonato de equipes foi ainda mais doloroso, pois a ART chegou à rodada decisiva com chances reais de título. Ao final, não só viu a MP erguer o caneco, como ainda perdeu o segundo lugar para a Carlin.
“Analisando agora, e do jeito que as coisas aconteceram ao longo do ano, foi muito frustrante, pois perdemos o título de equipes na última corrida por uma diferença muito pequena”, frisou, evitando, porém, falar em temporada ruim. “No final, tivemos uma ótima performance, mas sem consistência. Faltou consistência com os dois carros.”
“Houve erros da parte da equipe, mas também da parte dos pilotos”, continuou o dirigente. “Aprendemos muito com o ano passado, sabemos que é importante sempre estar presente [nos pontos], ser consistente em termos de performance”, salientou.
Para 2023, Philippe prometeu mudanças no time. A ART ainda não confirmou a dupla de pilotos para a temporada da F2, mas Frederik Vesti, que correu ao lado de Pourchaire, vai defender a Prema este ano. O chefe do time francês usou o futebol de metáfora: “Você tem 11 jogadores e está bem, mas aí troca alguns e, então, fica melhor. É sempre bom manter o ritmo e a motivação.”
“Fizemos uma análise profunda dos erros que cometemos para não repeti-los. Agora, temos de colocar tudo no lugar. Todos os nossos concorrentes farão o mesmo, estaremos lá contra equipes fortes, com pilotos fortes. Sabemos que pequenos detalhes fazem uma grande diferença. O ponto-chave será não cometer erros e entender melhor o que temos de fazer em situações difíceis”, finalizou.
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