Piastri descarta pressão extra na F1 após saída da Alpine: “Nada a ver com pilotagem”
Saída de Oscar Piastri da Alpine para a McLaren chegou a parar na Justiça no ano passado, mas o australiano não acredita que a situação adicione pressão em seu ano de estreia na F1
Antes mesmo de seu ano de estreia na Fórmula 1, Oscar Piastri conseguiu tomar as manchetes no mundo do automobilismo em 2022. Após uma saída litigiosa da Alpine, que envolveu até um julgamento para determinar se o piloto poderia assinar com a McLaren, o campeão da F2 2021 enfim se vê às vésperas de iniciar sua trajetória na categoria. E mesmo depois de toda a situação envolvendo seu nome, o australiano não espera nenhuma pressão extra em sua caminhada com os ingleses.
“Eu não acho que esse aspecto adicione uma pressão a mais”, disse Piastri ao portal inglês Autosport. “Acho que sempre vai haver um elemento de expectativa ao chegar à F1 com os resultados que tive nas categorias de base. E por mais que eu ache que aquele drama [com a Alpine] tenha criado muita atenção, não tem nada a ver com minha pilotagem”, destacou.
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Na visão de Piastri, passar um ano inteiro sem correr traz mais impacto ao ano de estreia do que a pressão pela saída da Alpine. O australiano admitiu que, enquanto ficou fora das competições durante toda a temporada de 2022, não foi possível treinar alguns aspectos. Assim, não vê a hora de ir à pista na pré-temporada do Bahrein, entre os dias 23 e 25 de fevereiro.
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“Acho que os resultados são uma área maior para se criar expectativas”, avaliou. “Então, acho que isso não adiciona nada específico. Estou tentando apenas retomar o ritmo, e obviamente acho que estarei um pouco enferrujado após um ano sem correr”, afirmou.
“Você não consegue treinar algumas coisas quando não está correndo”, ressaltou Piastri. “É por isso que estou ansioso para voltar à pista”, admitiu.
Apesar de não achar que a saída nebulosa da Alpine contribua em uma pressão extra em 2023, Piastri admitiu que ganhou experiência após o imbróglio. No entanto, afirmou ter precisado esperar até o fim da temporada para conseguir focar totalmente em seu trabalho pela McLaren.
“Obviamente, o ano passado trouxe uma experiência”, reconheceu. “E sim, acho que uma vez que ouvimos a sentença do julgamento, passou a ser sobre como a saída da Alpine iria parecer. Uma vez que aconteceu, depois que a temporada terminou e chegaram os testes de pós-temporada, foi foco total na McLaren”, relatou.
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“Então, foi bom ter aqueles testes de pós-temporada e poder me inserir propriamente na equipe”, afirmou. “Estou ansioso para iniciar meu ano de estreia com o time, acho que entrarei na temporada bem confortável”, opinou.
Por fim, Piastri negou qualquer peso na consciência e pregou foco total na McLaren, que escolheu o australiano para substituir o experiente compatriota Daniel Ricciardo — que não deu certo em Woking e perdeu sua vaga no grid para 2023.
“Uma vez que todos os fatos vazaram e toda a história se tornou conhecida, acho que ficou muito mais claro para as pessoas. Então, isso não pesa na minha mente”, observou. “Estou totalmente focado em ser um homem da McLaren. Acho que o tempo é uma boa cura para a maioria das coisas. Estou focado no lugar em que estou agora, tenho muito à minha frente na preparação pela McLaren. E essa preparação tem ido muito bem”, finalizou.
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