Alonso e ‘El Plan’ seguem fazendo história em cada domingo de Fórmula 1

O que 2023 reserva ao espanhol que completa 42 anos?

Em seu primeiro GP pilotando uma Aston Martin, na primeira prova da temporada da Fórmula 1 de 2023, Fernando Alonso conquistou um pódio. Foi seu segundo pódio desde que saiu da Ferrari no final de 2014, insatisfeito pelo fato de a Scuderia não lhe dar um carro capaz de lutar pelo título. Já havia conquistado um pódio com a Alpine, no GP do Catar de 2021.

Mas este pódio, também no Médio Oriente (agora no Bahrein), foi mais especial ainda. Porque parece ter comprovado que, dessa vez, a aposta de Alonso em uma nova equipe finalmente deu certo. A Aston Martin andou junto com Mercedes e Ferrari, o que seria impensável na época anterior. Alonso não seria páreo para Leclerc, mas a desistência do monegasco lhe trouxe esse prêmio.

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Tratou-se de seu 99º pódio, o deixando bem perto de seu 100º pódio – seria mais uma conquista para o bicampeão espanhol.

A Red Bull e esse “novato”

Da vitória da Red Bull foi dito que o domínio de Max Verstappen e a superioridade de Pérez sobre Leclerc mostraram que entrámos em uma “Segunda Era” da equipe taurina, depois dos campeonatos de Vettel entre 2010 e 2013.

Só o “novato” Alonso chegou também no pódio. Verstappen diz que o espanhol “ganhará corridas” em 2023, aproveitando oportunidades. Certamente que os usuários das melhores casas de apostas esportivas estarão prontos a jogar seu dinheiro nessa possibilidade.

Verstappen e Alonso são os dois bicampeões do grid atual, sonhando com um terceiro título.

Tentando a sorte

Os críticos de Alonso afirmam que ele sempre teve um talento especial para escolher a equipe errada no momento errado e que isso comprometeu sua carreira. Os mais críticos ainda afirmam que Alonso, depois de se incompatibilizar com a McLaren e botando a boca no trombone em meio ao escândalo de espionagem de 2007, nunca mais teria chances de pilotar um carro com motor Mercedes na vida.

Saindo da Ferrari, é certo que Alonso parece que vem jogando na sorte, como se a Fortuna pudesse lhe dar um carro ganhador. Que nem a Brawn deu a Jenson Button em 2009. A cada início de época, nova rodada e nova esperança, como quem faz uma aposta em esporte. Como quem experimenta sua sorte no cassino online e sente algo de semelhante.

Mas agora já vamos além da sorte. Alonso está desafiando a lei do tempo.

Fazendo história

A evolução da Fórmula 1 e a “normalização” do esporte no pós-guerra fez com que o cenário de pilotos com mais de 40 anos se tornasse bem raro. Entre os muitos elogios reservados para o grande Juan Manuel Fangio está o fato de seus títulos terem sido conseguidos contra rivais 10 e 20 anos mais jovens que ele.

Nigel Mansell, Pedro de la Rosa, Michael Schumacher e Kimi Räikkönen são os raros exemplos recentes de pilotos que atingem os 40 anos e seguem competindo. Mansell venceu uma prova, mas precisou que Schumacher ‘abrisse o caminho’ em Adelaide 1994 para isso. O próprio Schumacher estava dando sinais, em 2012, de que precisava se retirar (vide os acidentes bobos com Bruno Senna e Jean-Éric Vergne).

Alonso completará 42 anos no próximo mês de julho e parece seguro dizer que ele é o melhor piloto de Fórmula 1 acima de 40 anos desde Juan Manuel Fangio. Não dá sinal de envelhecer, de estar ficando mais lento ou propenso a cometer erros. Até onde poderá ir o asturiano? Será mesmo verdade seu ‘El Plan’ para ganhar um terceiro título?

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