Mercedes admite que “só tempo dirá” se melhora na Austrália foi por condição da pista

James Allison, diretor-técnico da Mercedes, admitiu que uma melhora na performance já era esperada para a Austrália, mas só a partir de agora, em pistas diferentes, é que a equipe terá certeza se realmente deu um salto comparada às rivais diretas, Ferrari e Aston Martin

Mais que o pódio de Lewis Hamilton, a boa performance na Austrália deixou a Mercedes um pouco mais animada para a temporada 2023 da Fórmula 1, mas o clima em Brackley ainda é de muita cautela, e isso porque as condições do circuito de Melbourne se mostraram mais favoráveis ao carro alemão. Portanto, será preciso ainda mais algumas etapas para a equipe ter certeza se realmente está à frente de Aston Martin e Ferrari, ainda que “por um bico de carro”.

A constatação é de James Allison, diretor-técnico da Mercedes. No tradicional vídeo que a equipe divulga em seu canal oficial no YouTube, o britânico fez uma análise do GP australiano e admitiu que a melhora já era esperada por conta das características do circuito de Albert Park — mais exigente de frente, o que casa melhor com o estilo do W14.

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George Russell chegou a assumir a liderança do GP da Austrália na largada (Foto: AFP)

Allison começou dizendo que “não houve enormes avanços, mas avançamos um pouco”, e o time comandado por Toto Wolff está “começando a se entender para colocar, talvez, um bico de carro à frente de Ferrari e Aston Martin”.

“Era esperado? Em geral, sim, porque o nível de desempenho na Austrália não foi muito diferente das outras duas pistas que tivemos este ano. Foi diferente comparado à Red Bull, claro, mas não um absurdo em comparação ao resto do pelotão”, avaliou.

“Acho que a maior mudança na Austrália foi, na verdade, a Red Bull ter estado um pouco mais fora de forma da classificação, e isso meio que aproximou o grid. Mas se você analisar o ritmo relativo do nosso carro comparado à Ferrari, à Aston Martin, tem sido próximo até aqui. Sim, estamos um pouco melhores, mas não foi um abalo”, acrescentou

“Se o bom resultado do fim de semana foi algo específico por conta da pista e das mudanças que fizemos, só o tempo dirá. Vamos para pistas muito diferentes na próxima semana e veremos se esse foi o indicador inicial de um aumento da nossa performance, que é o que esperamos, ou se estava relacionado às condições incomuns da pista durante o fim de semana em Melbourne”, completou Allison.

Segundo colocado na classificação, perdendo apenas para Max Verstappen, George Russell chegou a liderar o GP da Austrália antes da primeira bandeira vermelha e também teve a impressão de que a pista pode ter favorecido mais a Mercedes do que nas etapas anteriores. O #63, no entanto, também destacou papel fundamental dos pneus.

“Não acho que é necessariamente a característica da pista. Acho que fizemos algumas melhorias na compreensão do carro. Os pneus foram um grande fator. Quando você coloca os pneus no ponto ideal, dá um grande salto, e acho que melhorei uns 0s4 na minha última volta no Q3. Então, infelizmente, tudo é relacionado aos pneus, pneus e pneus”, concluiu Russell.

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