Hamilton revela conselho que daria a versão mais jovem: “Não levar as coisas tão a sério”
Britânico lembrou das dificuldades que enfrentou para chegar à Fórmula 1, mas ressaltou que não mudaria a própria trajetória. O #44 contou que ficou incrédulo na primeira vez que entrou na pista
Lewis Hamilton revelou que, se pudesse aconselhar uma versão mais jovem de si mesmo, diria para “não levar as coisas tão a sério”. Ainda assim, o britânico revelou que não mudaria nada na própria trajetória.
Hamilton estreou na F1 no GP da Austrália de 2007, com a McLaren, e subiu ao pódio logo de cara, com um terceiro lugar na corrida, atrás de Kimi Räikkönen e Fernando Alonso.

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“Eu me lembro do início”, disse Hamilton em entrevista à emissora Fox Sports. “Tive uma das melhores — se não a melhor — corridas de abertura que já tive, e aí quase tive um segundo na minha primeira corrida”, seguiu.
“Ao sair da garagem, lembro de ver meu pai e mal podíamos acreditar. A gente estava se beliscando”, contou. “Foi uma jornada muito longa, e foram muitas as vezes em que duvidamos de nós mesmos. Muitas vezes, nós não sabíamos se isso iria acontecer”, assumiu.
O britânico de Tewin destacou que a família dele fez muitos sacrifícios para que ele pudesse chegar à elite do automobilismo e só se convenceu de que aquilo era real no momento em que ele entrou na pista.
“Foram muitas lágrimas e rompantes emocionais, e apenas muita perseverança e determinação de nós como família para estar neste paddock”, ressaltou. “Quando eu entrei na pista, soubemos que era real, pois, até lá, podia ser tirado de nós a qualquer momento”, sublinhou o heptacampeão.
Questionado sobre qual conselho daria se pudesse voltar no tempo e reencontrar aquele piloto que estreava na F1, Hamilton respondeu: “Eu não mudaria, então realmente não gostaria de voltar e dizer nada”.
“Acho que se pudesse voltar e falar com a minha versão mais jovem, diria para não levar as coisas tão a sério ou se levar tão a sério”, apontou. “Acho que fui tão absorvido pela intensidade de querer ser perfeito e correr, correr, correr, correr que eu me isolei completamente das coisas divertidas da vida que fazem parte do caminho ao mesmo tempo”, assumiu. “Então eu diria: ‘Se divirta’. Acho que fiquei por muito, muito tempo vivendo com a ideia de que isso seria tirado de mim, e convivi com essa ideia por muito, muito tempo”, revelou.
“Mas não acho que isso seja ruim. Só te mantém com os pés no chão e trabalhando, certo? Te mantém honesto”, encerrou.
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