Alpine evita críticas à FIA após Austrália: “Regras não podem ser mudadas na corrida”
Otmar Szafnauer disse que a Alpine até pressionou pelo fim do GP da Austrália na volta 55, mas acredita que a FIA seguiu as regras, ainda que não agrade a todos
A Alpine foi a equipe que mais saiu prejudicada no meio do caos do GP da Austrália, mas Otmar Szafnauer evitou críticas à maneira como a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) conduziu a parte final da corrida em Melbourne. O chefe da equipe francesa acredita, inclusive, que será impossível um regulamento que agrade a todos e que as regras atuais “são boas do jeito que estão”.
Na etapa australiana, Kevin Magnussen bateu no muro a três voltas do fim, mas a direção de prova optou pela bandeira vermelha em vez de acionar apenas o safety-car. Na relargada parada, houve uma verdadeira confusão, e Pierre Gasly acabou acertando em cheio Esteban Ocon quando os dois estavam nos pontos.
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A entidade recebeu inúmeras críticas por conta das paralisações, sobretudo dos próprios pilotos. Max Verstappen, por exemplo, chegou a dizer que foi a FIA quem bagunçou o final da corrida. Mas Szafnauer preferiu avaliar por outro ângulo.
“Nessa situação, se você diz ‘Ok, vamos mudar as regras, porque teria ajudado’, haverá outras situações em que acontecerá o contrário”, argumentou o chefe da Alpine. “Regras são regras, e sejam elas quais forem, você não pode mudá-las na corrida. Depois da temporada, quando olharmos para trás, será meio a meio, seja bom ou ruim, porque vamos ter muitos cenários diferentes em que [as regras] vão ajudar em um momento e, no outro, não”, continuou.
“Portanto, acho que as regras são boas do jeito que estão”, enfatizou Szafnauer. “Acredito de verdade que podemos ter esses cenários… é preciso definir as regras no início e cumpri-las depois. Agora, se quisermos analisá-las depois, ok também, deixemos que os diretores-esportivos façam isso”, completou o dirigente.
Apesar da aceitação, Szafnauer disse que a base em Enstone brigou para que a corrida fosse oficialmente encerrada na volta 55 — ou seja, antes da largada que desencadeou a batida entre Gasly e Ocon.
“Se fossem mudar as regras, deixaria a corrida com 55 voltas. Isso é o que eu faria. Nós pressionamos, com certeza, pois estaríamos mais à frente. A linha 2 do safety-car era antes da curva 1, então Pierre provavelmente estaria em quarto, ou algo assim”, seguiu.
“Pedimos a eles para que fizessem isso. Mas acho que tomaram a decisão certa. Essas são as regras, e você precisa segui-las”, encerrou Szafnauer.
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