Alpine empolga na Austrália, se anima com atualizações e finalmente mira ‘F1 A’
O GP da Austrália mostrou uma Alpine diferente. Ainda que o abandono duplo na relargada final tenha sido terrível para a pontuação, a equipe teve ritmo de time grande e isso não pode ser deixado de lado. Agora, com a promessa das atualizações fortes, há uma chance real dos franceses furarem o bloqueio da 'F1 A'
A Alpine abriu a F1 2023 falando em se consolidar como quarta força do grid e, durante o campeonato, beliscar as três principais equipes do pelotão. Isso parecia impossível na pré-temporada e nas duas primeiras etapas, mas o GP da Austrália renovou as esperanças dos franceses. Sim, há vida por lá.
É até irônico a gente escrever isso depois de uma etapa em que a Alpine fez exatamente zero ponto, viu seus dois pilotos colidirem, mas o fato é que aquilo foi apenas um detalhe – terrível, sim, mas detalhe – de um fim de semana muito positivo.
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O que fica mais de Melbourne é a corrida até a relargada final, o que rolou depois foi triste para o time, mas mais azar do que qualquer coisa. O que há de concreto: Pierre Gasly andou, a corrida inteira, no ritmo de Mercedes, Aston Martin e Ferrari. A grande notícia é essa, o potencial prometido finalmente apareceu.

A tendência é que a Alpine sempre esteja assim, no bolo da ‘F1 A’? Não, pelo menos não agora. Mas ter aparecido uma vez no grupo da frente já é algo relevante, dá margem, por exemplo, para Otmar Szafnauer, chefe da equipe, dizer que as próximas atualizações vão jogar o carro 0s6 por volta mais para frente.
E 0s6 é muita, muita coisa. Mas isso tudo não vem ainda para Baku, na próxima etapa, já que o time precisou gastar seus cascalhos reconstruindo dois carros destruídos em um acidente traumático no Albert Park.
“O problema não é o teto orçamentário, apesar de ter custado bastante, mas o acidente mudou algumas prioridades”, disse o dirigente romeno.
Colocando os pés no chão e a empolgação pelo ritmo da Austrália de lado, a Alpine sabe que as próximas corridas serão vitais para se descobrir o real potencial do carro e onde o time pode chegar. No fim das contas, ainda que os 3, 4, 5, até 6 décimos venham mesmo, as rivais também vão evoluir. Aí é ver quem chega mais rápido lá.
Em uma F1 em que a Red Bull brinca sozinha em sua liga própria e abaixo dela já vê se criar uma terra de ninguém, a Alpine tem seu lugar. A questão agora é saber onde: perto da Mercedes e da Ferrari? Surpresa como a Aston Martin? Ou fica exposta e vê a McLaren grudar? Não há muito como cravar qualquer dessas opções. Nem mesmo ficar solitária, em uma outra liga própria, também é algo absurdo de se pensar. Incógnita total ali.

Fato é que os sinais são promissores. A Alpine tem um time interessante de engenharia, um bom comandante em Szafnauer, um bom motor e, principalmente, um carro que parece com boa margem de crescimento e ótima dupla de pilotos, das melhores do grid. Isso é possível de cravar: se a Alpine realmente chegar no pelotão da frente, será muito pelas mãos talentosas de Gasly e Esteban Ocon.
A Alpine ocupa apenas a sexta colocação do Mundial de Construtores, mesmo que tenha, até o momento, um carro muito superior ao da McLaren, quinta colocada.
A Fórmula 1 entrou em um recesso forçado de quatro semanas, por conta do cancelamento do GP da China, e retoma a temporada 2023 entre os dias 28 e 30 de abril, com o GP do Azerbaijão, nas ruas de Baku.
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