F1 rebate críticas sobre inovações e diz que “pilotos precisam ser menos egoístas”

Chefão da Fórmula 1, Stefano Domenicali respondeu às críticas feitas por alguns pilotos sobre as mudanças e inovações que o Liberty Media vem propondo, como a cerimônia antes da largada em Miami ou a classificação para a corrida sprint. O dirigente defendeu que os competidores precisam entender que "fazem parte de um quadro maior" e reconhecer o esforço do comando do Mundial

É bem verdade que a Fórmula 1 atravessa um período de enorme popularidade ao redor do mundo, com autódromos quase sempre lotados e alto engajamento nas redes sociais. A fase é resultado de um trabalho intenso do Liberty Media, o grupo que detém os direitos comerciais do Mundial, para mudar a cara do maior campeonato do esporte a motor. Só que nem todas as inovações são vistas com bons olhos. Pilotos e equipes já manifestaram descontentamento com algumas mudanças, mas o chefão da F1, Stefano Domenicali, entende que algumas críticas são mais pesadas que outras.

Nos últimos anos, a categoria mais importante do automobilismo abriu suas garagens à série documental ‘Drive to Survive’, promoveu mudanças nos formatos dos finais de semana de GP, procurou ampliar o espetáculo e testou até mesmo uma cerimônia diferente para o pré-corrida. O problema é que alguns nomes de destaque do grid também se queixaram, como o bicampeão Max Verstappen, que questionou a adoção do sistema de prova sprint, alertando que, se a F1 seguir esse caminho, vai reconsiderar seu futuro.

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Outros pilotos criticaram o formato da apresentação dos competidores antes do GP de Miami. “Nenhum dos pilotos gostou, mas, no fim das contas, não cabe a nós”, disse Lando Norris. Piloto da Aston Martin, Fernando Alonso assumiu que não é “um grande fã desse tipo de coisa antes da corrida”.

Lewis Hamilton ovacionado por LL Cool J em Miami (Vídeo: Reprodução/ F1 TV)

Ao falar sobre os comentários, Domenicali reiterou que é preciso compreender que o esporte também deve pensar fora da zona de conforto, na busca por entregar um espetáculo melhor e atrair o público. “Não quero uma sociedade em que ninguém possa dizer o que pensa. Porém, às vezes, os pilotos têm de lembrar que fazer parte de um quadro maior, que devem ser menos egoístas”, disse o dirigente em entrevista ao jornal Daily Mail.

“Eles são parte desse esporte e desse negócio, que cresce porque pensamos mais amplo. Muitas vezes, sair da nossa zona de conforto não é fácil, mas não podemos ser preguiçosos ou complacentes, assim como podemos rever algumas especificidades do formato do fim de semana da sprint quando a temporada acabar, depois de todos os seis experimentos”, completou.

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O italiano também voltou a falar sobre a razão pela qual insiste em novos sistemas, na tentativa de embaralhar a ordem de forças. “Temos um novo público agora e precisamos oferecer valor pelo dinheiro que pagam em todas as sessões, não é possível deixar todo mundo dar voltas e mais voltas para o benefício exclusivo dos engenheiros e pilotos”, ressaltou chefão da F1 — se referindo à sugestão de reduzir os treinos livres.

A F1 retoma o campeonato neste fim de semana, com o GP de Mônaco, nas ruas do Principado. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2023 AO VIVO EM TEMPO REAL.

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