Indy faz gororoba de Nashville com São Paulo em Detroit. E Palou sai em vantagem
Novo circuito da Indy em Detroit é um completo convite ao caos. Em prova com alto tom de imprevisibilidade, Álex Palou mantém o bom momento com mais uma pole-position
Após 32 anos, o GP de Detroit da Indy será realizado em uma praça diferente do Belle Isle Park. Com a intenção de aproximar mais o público e evitar as antigas dificuldades da corrida no parque, que tinha difícil acesso e também não tinha a possibilidade de maiores expansões para a arquibancada, a Indy montou um novo circuito no centro da cidade, agora na região do Renaissance Center.
Depois de tantas corridas clássicas em Detroit ao longo dos últimos 30 anos, é difícil se acostumar com algo novo, especialmente um circuito de características curiosas. É muito curto, simples, de poucas variações de relevo e um asfalto extremamente irregular. Soa como uma mistura do antigo circuito do Anhembi, em São Paulo, com o traçado de rua de Nashville, conhecido por sediar provas com inúmeras bandeiras vermelhas.
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É certo que, em primeiro experimento, muitos pilotos já iriam errar no circuito, mas a quantidade de ocorrências na sexta-feira e no sábado foram bastante acima do comum, com destaque para os trechos da curva 1 e da 8, bastante convidativos a erros. Com freios frios e tráfegos, já é possível esperar uma prova de muitas bandeiras amarelas e quem sabe, vermelhas.
Neste cenário, mais um ponto a favor de Álex Palou. O líder do campeonato vive um excelente momento, vindo de vitória no misto de Indianápolis e uma Indy 500 bem digna, na qual teve qualquer chance de vitória praticamente eliminada pelo choque com Rinus VeeKay nos boxes, mas ainda teve um grande desempenho que o ajudou a manter a liderança do campeonato.
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É muito difícil prever qualquer coisa que pode acontecer em Detroit, especialmente nas questões estratégicas, já que é complicado saber quantas interrupções vamos ter, qual será o comportamento geral e quem vai ser beneficiado e prejudicado no meio de tudo isso. Álex, ao menos, está em uma posição confortável para dar este pontapé e vencer em um circuito de rua na Indy pela primeira vez.
A Ganassi, mais uma vez, mostra que tem um dos melhores carros do fim de semana, já que emplaca Scott Dixon no quarto lugar, Marcus Ericsson em sexto e Marcus Armstrong na nona posição. Tanto Dixon — e especialmente Ericsson — são pilotos conhecidos por tirar muitas vantagens em corridas caóticas. Com a boa posição de largada, precisam ser levados em consideração.
Após a incrível vitória na Indy 500, Josef Newgarden parece ter recuperado fôlego. Isso porque, pela primeira vez desde Nashville em 2022, ele conseguiu avançar ao Fast 6 para disputar a pole-position. Se brilha nos ovais, Josef precisa voltar a mostrar o mesmo ritmo de antes nos mistos e nos circuitos de rua para tirar o tri do papel logo e colocar em prática. Hoje, foi um passo.
Para finalizar, mais um excelente desempenho de Romain Grosjean nas classificações. Após poles em St. Pete e Barber, além de pódio em Long Beach, vai largar da segunda fila com uma Andretti que, mais uma vez, é mais competitiva em circuitos de rua do que em outros tipos de traçado. Uma boa notícia para o time, que não contou com desempenhos tão bons assim de Kyle Kirkwood e Colton Herta.
Se vai ser replay de Nashville ou de São Paulo, só saberemos amanhã. Mas a estreia da Indy no novo circuito de Detroit promete entregar um final muito mais bagunçado e imprevisível do que a classificação trouxe.
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