Análise aponta que duas equipes quebraram teto de gastos da F1, diz revista. FIA nega

A revista alemã Auto Motor und Sport publicou reportagem afirmando que fontes ligadas à FIA disseram que "equipes de ponta" estão usando "áreas cinzentas" para burlar o teto de gastos. A suspeita é de que pelo menos dois times violaram o limite orçamentário de 2022, mas a entidade respondeu

Ao que parece, o endurecimento da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) quanto à diretiva que controla os custos das equipes referentes às divisões esportivas além da Fórmula 1 não foi por acaso. A revista alemã Auto Motor und Sport publicou quarta-feira (19) uma reportagem informando que as investigações da entidade constaram que dois times violaram o teto de gastos da temporada 2022, na época fixado em US$ 140 milhões (R$ 670 milhões, na cotação atual).

A história, na verdade, surgiu um pouco antes na imprensa italiana, com o Motorsport noticiando que as suspeitas eram sobre três equipes, porém sem dizer quais seriam. Agora, a publicação alemã dá mais detalhes e afunila a lista de possibilidades: de acordo com fontes ligadas à federação, “equipes de ponta” estão usando “áreas cinzentas” para burlar o limite orçamentário.

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Red Bull quebrou o teto de gastos de 2021 e foi punida com multa e redução de túnel de vento (Foto: Red Bull Content Pool)

Essas tais “áreas cinzentas” seriam brechas no regulamento ainda não totalmente esclarecidas, na visão dos times. Christian Horner chegou a falar sobre isso recentemente, quando argumentou que “à medida que os regulamentos e coisas como a diretiva se firmam e se tornam normativos, cria-se mais clareza”. O chefe da Red Bull ressaltou ainda que o problema nos primórdios da implementação do teto de gastos era “a ambiguidade de um novo conjunto de regras”.

Após a infração da Red Bull sobre o teto orçamentário de 2021, a FIA reforçou a equipe responsável pela fiscalização, aumentando de três para dez pessoas. Ainda segundo a AMuS, o órgão regulador examinou a fundo as finanças de cada equipe, além de checar mensagens de WhatsApp e aparecer nas fábricas sem aviso prévio com “perguntas desagradáveis”.

A investigação será concluída até o final de julho. A FIA, então, visitará as possíveis infratoras em agosto para, em seguida, emitir oficialmente os resultados em setembro.

Apesar do trabalho ainda correr, fontes ligadas à entidade confirmaram à Sky Sports que as alegações de que várias equipes quebraram o limite de custos são “realmente erradas”.

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