FIA promete rever brecha usada por Red Bull em incidente com Pérez no GP do Japão
Para evitar que Sergio Pérez perdesse posições no grid para a corrida no Catar, a próxima da temporada, a Red Bull resolveu devolvê-lo à pista em Suzuka para cumprir 5s de punição — uma brecha que a FIA pretende eliminar no futuro
Sergio Pérez protagonizou uma das cenas mais inusitadas da temporada 2023 da Fórmula 1 ao retornar para o GP do Japão quase 1h após abandonar a disputa. Tudo isso porque tinha uma punição de 5s a pagar e que poderia ser cobrada na corrida seguinte, no Catar — um risco que a Red Bull não quis correr, portanto usou de uma brecha no regulamento para cumprir a sanção ainda em Suzuka. Mas a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) está de olho e não deve demorar muito para mexer na regra, possivelmente já para Lusail.
Pérez forçou uma ultrapassagem sobre Kevin Magnussen ainda na volta 12 e acabou acertando o carro da Haas, que chegou a rodar na pista. A colisão acabou deixando a asa dianteira do #11 danificada, que foi aos boxes e aproveitou para cumprir os primeiros 5s que tinha levado, este por infração durante o safety-car.
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O mexicano, no entanto, acabou abandonando de vez três giros depois, mas para não correr riscos de carregar outra penalidade de 5s para o Catar, voltou à pista 26 voltas depois para cumprir a sanção. O abandono definitivo veio no giro 43.
De acordo com a Sky Sports, emissora oficial da Fórmula 1, o regulamento fala que “os comissários podem impor uma punição de grid para a próxima corrida se o piloto não cumprir 5s por certas infrações [cometidas durante uma corrida]”. Como o texto deixa em dúvida se tal atitude será mesmo tomada pela FIA, o canal revelou que a Red Bull, então, perguntou à entidade se seria de acordo Pérez voltar à prova para cumprir a punição. A FIA disse que sim.
Em seguida, a Sky afirmou que o órgão regulador não havia ficado nada satisfeito com a forma como a Red Bull burlou a regra e prometeu rever o tópico já para a etapa seguinte da temporada, no Catar, daqui a duas semanas.
O tabloide britânico Daily Mirror também declarou que tal brecha pode ser fechada no futuro, porém, afirmou que a FIA “não terá pressa em fazer quaisquer mudanças nas regras para impedir que as equipes realizem malabarismos semelhantes no futuro próximo”.
O texto diz que “o corpo diretivo está sempre consciente de que, ao fazer mudanças rápidas nas regras para resolver um problema, vários outros podem surgir. Portanto, esta brecha pode muito bem ser fechada no futuro, mas não haverá pressa por parte dos legisladores da F1 para que isso aconteça”.
A Fórmula 1 volta daqui a duas semanas, entre os dias 6 e 8 de outubro, para a disputa do GP do Catar, e o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.
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