Indy dá passo e inicia era híbrida em Mid-Ohio. Saiba como funciona novo motor
Após série de adiamentos, Indy terá motor híbrido a partir deste final de semana. Promessa é superar os 800 cv depois de mais de 20 anos
A Indy inicia uma nova era em sua história neste final de semana, quando disputa a nona etapa da temporada 2024, o GP de Mid-Ohio. Após alguns atrasos, enfim, a categoria vai estrear a unidade de potência híbrida — sim, no meio do campeonato. A promessa é que os motores possam superar os 800 cv pela primeira vez em mais de 20 anos.
O sistema híbrido da Indy consiste em dois componentes adicionados ao sistema propulsor: MGU, a unidade de regeneração de energia, que gera a carga e a transforma em força para as rodas durante o acionamento; e o ESS, o sistema de armazenamento de energia, que consiste em 20 supercapacitores, que guarda o que é regenerado pelo MGU.
A era híbrida da Indy teria início em 2023, mas a categoria, atendendo a um pedido da Honda e Chevrolet adiou a estreia para o começo de 2024, além de ter voltado atrás nas configurações do motor a combustão — mantiveram o 2.2l twin-turbo V6 ao invés de irem ao 2.4l V6, que era a promessa inicial da Indy e chegou a ser testada em 2022.
O novo atraso, que traz a introdução para o meio da temporada 2024, aconteceu após problemas com o fornecimento dos componentes híbridos, que antes seriam produzidos pela MAEHLE. Para superar esse contratempo, a Indy teve de recorrer à Ilmor, que desenvolveu junto à Chevrolet o MGU — a Honda auxiliou na construção dos supercapacitores.

Ambos novos componentes fazem parte do sistema híbrido e são alocados no cofre do motor, localizados entre a caixa de câmbio e o próprio motor a combustão. Nessa configuração, os testes foram iniciados em agosto de 2023, com a Penske, Ganassi, McLaren e Andretti — a demais equipes só tiveram possibilidade de treinar a partir de 2024. No total, mais de 37.840 km foram rodados por mais de 28 pilotos.
Todos esses treinos mostraram a característica de que tanto o uso da energia quanto a regeneração serão rápidas. Por mais que os competidores terão a chance de captar energia rapidamente, o consumo também momentâneo, descarregando o armazenado velozmente.
A regeneração funcionará de duas formas: automática, que se dará por meio do uso dos freios ou pelo posicionamento do acelerador — quando não acionado, o freio-motor será responsável por regenerar energia; e manual, que será ligado por meio de borboletas atrás do volante o comando para a unidade de potência de que é momento para armazenar energia.
Com carga no ESS, o piloto vai acionar somente de maneira manual, com um botão específico ao volante. O processo é similar ao push-to-pass, mas não substituirá o sistema de ultrapassagem, que, inclusive, poderá ser apertado ao mesmo tempo — são em momentos assim que a categoria prevê superar os 800 cv. Estima-se que 60 cv serão adicionado via componentes híbrido, além dos cerca de 45 cv via push-to-pass.
A Indy retorna neste fim de semana com o GP de Mid-Ohio, que acontece no dia 7 de julho no Mid-Ohio Sports Car Course, em Lexington, Ohio, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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