Williams mantém chance de sacar Sargeant em 2024, mas faz mea-culpa: “Carro não é rápido”

James Vowles, chefe da Williams, indica que lugar de Sargeant está ameaçado, mas reconhece que equipe precisa evoluir o carro

Logan Sargeant ficou próximo de anotar o primeiro ponto no campeonato da Fórmula 1 no GP da Inglaterra deste domingo (7), quando terminou na 11ª posição — melhor resultado do norte-americano no ano. No entanto, mesmo depois dessa evolução do norte-americano, James Vowles, chefe da Williams, admite que continua avaliando a permanência do piloto na temporada 2024, apesar de reconhecer que a equipe não tem entregado um equipamento competitivo.

No popular, a batata de Sargeant está assando. Apesar do progresso em Silverstone, finalizando duas posições atrás do companheiro, Alexander Albon, o norte-americano chegou à Inglaterra depois de terminar Canadá, Espanha e Áustria nas duas últimas posições.

O substituto estaria definido: Andrea Kimi Antonelli, que estaria cada vez mais perto de obter a superlicença, depois da Federação Internacional de Automobilismo [FIA] flexibilizar as regras e permitir que pilotos de 17 anos possam correr na Fórmula 1, desde que se provem para a federação. A vitória na corrida sprint da Fórmula 2 no último sábado (6) pode contribuir, apesar de um campeonato abaixo das expectativas.

No entanto, caso essa autorização especial não saia, a superlicença será emitida no dia 25 de agosto, quando Antonelli, que já possui os pontos necessários, completa 18 anos. Com isso, o italiano poderia ocupar o posto logo após o GP dos Países Baixos, que será realizado no dia do aniversário do piloto. Vale lembrar que ele é pupilo da Mercedes, que fornece motores à Williams.

Logan Sargeant tem permanência ameaçada pela Williams (Foto: Williams)

“Continuamos avaliando essa questão [trocar Sargeant no meio da temporada]. O que dizemos a Logan é a meritocracia. Você precisa conquistar seu lugar continuamente. É a mesma mensagem dos últimos 18 meses e seguimos com a mente aberta às possibilidades”, declarou Vowles.

Porém, o chefe da Williams fez questão de que afirmar que, hoje, os pilotos não são problemas. O carro, sim, precisa ser melhorado.

“Disse antes e continuo dizendo: nosso carro, e isso é responsabilidade minha e da equipe, não é rápido o suficiente. Não sofremos de problemas com os pilotos. Simplesmente fomos superados no desenvolvimento e temos de acelerar esse processo”, finalizou.

Fórmula 1 agora volta a correr no Hungaroring, para o GP da Hungria entre os dias 19 e 21 de julho.

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