McLaren sugere redução de poder das equipes em votações na F1: “Às vezes é vergonhoso”

Zak Brown, CEO da McLaren, acredita que muitas votações na Fórmula 1 sofrem com equipes que tomam decisões apenas visando interesse próprio. Mandatário sugeriu mais força da FIA e da FOM

CEO da McLaren, Zak Brown revelou frustração pelas tentativas de mudar regras da Fórmula 1. O mandatário do time papaia acredita que a estrutura de governança da categoria dá muito poder para as equipes bloquearem alterações baseadas apenas no interesse próprio.

Um exemplo dado por Zak é em relação a Otmar Szafnauer, ex-chefe de equipe da Alpine. Brown revelou que em uma reunião dos chefes de equipe em 2021, sugeriu que o sistema de punição por pontos na carteira na categoria fosse reformulado por conta do risco de Lando Norris receber uma suspensão. Otmar votou contra, mas um ano depois fez uma proposta semelhante quando Pierre Gasly passou a ser ameaçado de levar um gancho.

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“Pode ser bem vergonhoso às vezes na reunião dos chefes. Um exemplo foi quando Lando estava com muitos pontos na carteira dois anos atrás. Fizemos nossa defesa de que a maioria desses pontos não eram perigosos, e Otmar foi totalmente contra, porque todos queriam dar ao Lando uma suspensão. Avançamos 12 meses. Gasly estava perto. Otmar trouxe o mesmo caso que trouxemos e ficamos: ‘Cara, por que você votou contra?’. Ele nem sabia como tinha votado. Isso não é saudável, porque mostra que em um ano faz sentido para você, mas no ano seguinte não faz”, disse em entrevista ao site inglês RaceFans.

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Zak Brown pediu cautela com os ânimos ligados ao MCL38 (Foto: McLaren)

Brown afirmou também que gostaria de que as equipes tivessem menos autoridades. Na chamada ‘Comissão da F1’, as propostas podem ser aprovadas se atingirem 28 dos 30 votos disponíveis. A FIA e a FOM têm 10 cada, o que significa que um projeto pode ser vetado se apenas três equipes votarem contra.

“Para tirar esse tipo de voto ‘o que é bom para mim hoje do sistema’, acho que temos de dar um passo atrás e deixar a FIA e a Fórmula 1 regularem pela justiça do esporte. O que significa que você vence algumas, perde algumas. Podem ter vezes que vamos perder no curto prazo, porque gostaríamos de barrar algo. Acredito que a McLaren quer correr de forma justa, esportiva e equalitária, o que significa que algumas coisas vão ao seu favor, e outras vão contra. Mas, no longo prazo, se todos praticarmos um esporte que envolve justiça total e as coisas forem iguais para todos, acho que esse é um esporte melhor. Todos nós vencemos”, concluiu.

Fórmula 1 agora volta a correr no Hungaroring, para o GP da Hungria entre os dias 19 e 21 de julho.

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