Button cobra responsabilidade de equipes com jovens pilotos: “Podem destruir carreira”

Jenson Button disse entender os pilotos que chegam cada vez mais jovens à Fórmula 1, mas cobrou que as equipes tenham responsabilidade, já que a pressão pode destruir a carreira dos jovens

Jenson Button cobrou responsabilidade das equipes da Fórmula 1 no trato com jovens pilotos. O britânico disse entender a posição dos competidores em aceitarem em uma vaga mesmo sem o devido preparo, mas avaliou que cabe aos times lidar com a situação da maneira correta.

Campeão da F1 em 2009, Button falou sobre a situação dos jovens pilotos ao abordar o caso de Andrea Kimi Antonelli, que é cotado para assumir a vaga de Lewis Hamilton ao lado de George Russell em 2025. O jovem piloto conquistou a primeira vitória na Fórmula 2 na etapa passada.

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Chefe da Mercedes, Toto Wolff já assumiu que Antonelli é candidato à vaga e avaliou que a vitória na F2 vai avaliar um pouco da “pressão” no italiano.

Button alerta, porém, que um trato indevido com um piloto tão jovem pode acabar com a carreira de um piloto.

Andrea Kimi Antonelli é cotado para assumir vaga de Lewis Hamilton na Mercedes (Foto: Prema)

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“Não acho que era cedo demais. Acho que você tem de agarrar toda oportunidade que chega até você, especialmente para jovens de 17, 18 ou 19 anos”, disse Button ao site RN365. “Você não pode dizer não! Mas as equipes, acho que elas realmente precisam pensar no que estão fazendo com um piloto e a carreira dele nessa idade”, defendeu.

“Se ele florescer, ótimo, mas com a pressão que o esporte traz, isso também pode destruir a carreira de um piloto. Então existe um equilíbrio ali, e as equipes precisam ser cuidadosas com isso”, defendeu.

Em 2000, Button se tornou o mais jovem britânico a estrear na Fórmula 1. Na época, ele tinha 20 anos e 53 dias.

“Eu me lembro que até o Martin Brundle disse: ‘Ele é jovem demais’. Mas era justo dizer que eu era jovem demais, eu mal tinha testado, pois os motores ficaram estourando”, recordou. “Eu não tinha quilometragem o suficiente para ter a superlicença, mas eles me deram. Eu fui e bati no treino em Melbourne, e foi meio que ‘eu avisei’”, acrescentou.

“Aí eu estava em sexto na corrida antes de o motor estourar. Eu podia ter pontuado na minha primeira corrida”, encerrou.

Fórmula 1 volta à ação neste final de semana com o GP da Hungria, no Hungaroring, entre os dias 19 e 21 de julho.

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