Indy NXT estuda mudanças para futuro e cogita limitar número de carros por equipe

Mark Miles, CEO da Penske Entertainment, dona da Indy NXT, declarou que possibilidade tem sido estudada para as próximas temporadas

Mark Miles, CEO da Penske Entertainment, proprietária da Indy e Indy NXT, sugeriu que a empresa estuda fazer mudanças para o futuro da categoria de base. De acordo com o dirigente, se discute limitar o número de inscrições por equipe no campeonato que tem Caio Collet na terceira colocação da temporada 2024.

De maneira indireta, a Penske Entertainment repetiria na NXT algo similar ao sistema charter, o que quer implantar na Indy. Na categoria principal funcionaria como se os carros fossem uma franquia, que teriam presença garantida em todas as corridas, exceto nas 500 Milhas de Indianápolis. Cada equipe teria no máximo três charters, sendo que seriam distribuídos 25 para todo o grid — atualmente, só a Ganassi, que tem cinco carros, não teria dois destes contemplados.

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Para a Indy NXT, a ideia inicial seria somente limitar o número de carros inscritos por equipe, o que afetaria a HMD, que tem Collet e outros nove pilotos ao longo de 2024, e a Andretti. O time de Michael Andretti tem quatro carros no campeonato, além de ter alinhado com a Andretti Cape mais dois monospotos, totalizando seis.

Estes times citados representam 16 competidores entre as 18 e 21 inscrições por etapa neste ano. Além deles, a Indy NXT tem somente a Abel Motorsports, Juncos Hollinger e Miller Vinatieri somente.

Louis Foster, da Andretti, à frente, com Caio Collet, da HMD, atrás (Foto: IndyCar)

Porém, é necessário contextualizar a Indy NXT. Quando ainda tinha o nome de Indy Lights, chegou a competir com grid pequenos. A falta de interesse na categoria fez com que o campeonato não fosse realizado em 2020, ano do epicentro da pandemia de covid-19.

“Poderia dizer que nossa atitude está mudando, não sabemos se é o caso de que mais [carros] é melhor. É quase o contrário. É ver como isso impacta a Indy NXT, se é o mesmo problema [da Indy] ou se são apenas muitos ovos na mesma cesta. Vamos ver”, declarou Miles à revista norte-americana Racer.

“Não estamos prontos para colocar no papel, estamos analisando. Não vamos apenas fazer um decreto. Vamos conversar e ver qual seria o impacto”, completou.

O desejo da Penske Entertainment parece ser algo para um futuro mais distante, sem contemplar a temporada de 2025. Restando menos de dois meses para o campeonato deste ano, as equipes alegam não ter sido comunicadas acerca desta possibilidade.

Mark Miles, CEO da Penske Entertainment (Foto: Reprodução)

“Não falamos com ninguém. Continuamos nos preparando e progredindo para 2025 da mesma maneira que fizemos em 2024. Temos boa parte dos pilotos no programa confirmado. Tem alguns outros que estão em vias de acertarmos. Trabalhamos com dez carros para o próximo ano”, disse Mike Maurini, diretor-geral da HMD.

Rob Edwards, chefe de operações da Andretti, indicou que não é a favor da mudança. No entanto, sugeriu algo curioso: por melhor logística às equipes, se a Indy NXT tiver limitação de inscrições, esta deveria ser em número par.

“Se pensar onde a NXT estava há três ou quatro anos, agora estamos com 19, 20 e 21 carros para o grid. Nosso modelo de negócios é diferente da HMD e pensamos que quatro é um bom número. Nossa decisão de nos associar com a Cape foi feita por acharmos que era boa para a categoria. É bom ter carro e equipes”, disse.

“Se seguir esse caminho [limite por equipe], mas precisa ser um número par, não ímpar. A economia da Indy NXT significa ter carros em número par, desde transportes e equipamentos, todo esse lado das coisas para fazer o negócio funcionar. O modelo de cada um é diferente, mas é o que achamos que funciona melhor. O que quer que eles decidam fazer, só espero que não seja às custas da saúde da categoria, que é obviamente algo a ser abraçado no momento”, finalizou.

Indy NXT entra em um recesso de mais de um mês, com retorno marcado para o dia 17 de agosto. A 11ª etapa da temporada 2024 da categoria de base da Indy será o GP de Gateway, em Madison, no Illinois.

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