Ferrari diz que “não planejava” atualizações na Hungria: “Forçamos como nunca”
Chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur disse que a equipe decidiu levar atualizações à Hungria depois de trabalhar incessantemente no túnel de vento e encontrar ganhos após o GP da Inglaterra
A Ferrari passou longe da briga pelo pódio mais uma vez no GP da Hungria, disputado pela Fórmula 1 no último fim de semana, mas conseguiu certa evolução com o quarto lugar de Charles Leclerc — que aproveitou a batida de Max Verstappen em Lewis Hamilton e terminou à frente do neerlandês. Depois de ver as atualizações abaixo do esperado na Espanha, a equipe retornou à especificação antiga na Inglaterra e não planejava mudanças para o Hungaroring, mas o chefe Frédéric Vasseur explicou que o trabalho na fábrica foi incansável atrás dos ganhos.
“Não estava nos planos introduzir algo neste fim de semana [na Hungria]. Depois de Silverstone, forçamos como nunca na fábrica. Quando digo isso, quero dizer que estávamos no túnel de vento logo depois da corrida para tentar entender as coisas, encontrar soluções. E encontramos”, destacou Vasseur.
“Conseguimos produzir quatro conjuntos para este fim de semana, e quero seguir na mesma dinâmica. Acho que isso é algo positivo para a equipe”, explicou o chefe da Ferrari.
Vasseur admitiu que não saiu radiante com o resultado na Hungria, mas viu a equipe evoluir. Segundo ele, a diferença para a McLaren gira em torno de 0s2 ou 0s3 por volta, o que significa que a Ferrari precisa manter a direção e buscar “pequenos passos” em todas as áreas possíveis.

“Não estou feliz com o resultado [na Hungria], mas acho que demos um bom passo à frente em termos de competitividade em comparação à Inglaterra”, analisou. “E temos de continuar na mesma direção, porque a distância entre os carros é uma questão de 0s2 ou 0s3”, calculou.
“Terminamos a corrida com 20s de déficit após 70 voltas. Se você considerar que estávamos 5s atrás depois da primeira volta, dá menos de 0s3 por volta. Agora, não precisamos mudar as coisas. Precisamos apenas de pequenos passos aqui e ali”, avaliou.
O chefe da Ferrari descartou uma mudança brusca de direção no desenvolvimento do carro e repetiu que o objetivo, de agora em diante, é encontrar pequenos ganhos em áreas diferentes. Segundo ele, é fácil chegar à conclusão de que tudo precisa mudar, mas o francês segue confiante de que o time italiano escolheu o caminho certo.

“É um pouco difícil às vezes. Quando você está em quinto ou sexto, sente que está quilômetros atrás e quer mudar completamente as coisas. E não é assim que você se recupera. É sobre dar pequenos passos em diferentes áreas. Honestamente, precisamos colocar nossa atenção nisso”, pontuou.
“É muito mais fácil prestar atenção aos detalhes quando você está em primeiro ou segundo do que quando está em sexto e quer mudar completamente a forma de correr. Acho que precisamos permanecer focados no que estamos fazendo e na direção que tomamos”, finalizou o chefe da Ferrari.
A Fórmula 1 volta já neste fim de semana, de 26 a 28 de julho, em Spa-Francorchamps, para a disputa do GP da Bélgica, o último antes das férias de verão na Europa.
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