Williams faz autopropaganda e vê chances de contratar Sainz “a nosso favor”
Chefe da Williams, James Vowles reconheceu que Audi e Alpine são opções interessantes para Carlos Sainz, mas frisou os pontos positivos da equipe de Grove e avaliou que segue no páreo. Dirigente foi compreensivo com a demora do espanhol em tomar uma posição
Chefe da Williams, James Vowles reconheceu que a Audi e Alpine têm bons argumentos para seduzir Carlos Sainz. Ainda assim, o dirigente considerou que a equipe de Grove segue no páreo e aproveitou para fazer propaganda das qualidades da equipe.
Sainz perdeu a vaga na Ferrari ainda no início do ano, quando a equipe de Maranello confirmou a chegada de Lewis Hamilton para formar par com Charles Leclerc. Apesar do tempo que passou desde então, o espanhol segue com o futuro indefinido.
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A Williams não faz segredo do desejo de contar com o espanhol para formar par com Alex Albon, mas não está sozinha na briga. A Audi, que vai chegar oficialmente na F1 em 2026, também está de olho no #55, assim como a Alpine, que precisa de um substituto para Esteban Ocon.
O chefe da Williams, mesmo reconhecendo as qualidades dos adversários, segue confiante e admite reuniões com Sainz “até bem tarde em algumas noites”.

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“Minha perspectiva é essa, e sei que uso uma camisa da Williams, mas acredito muito no que estamos fazendo. Foi por isso que deixei a Mercedes para vir para cá. É por isso que estou falando com tanta paixão. Acredito em tudo que estamos fazendo”, insistiu Vowles. “Estou nessa um dia após o outro, e posso ver mudanças diariamente. Se eu indicar a vocês um punhado de integrantes da nossa equipe e disser: ‘fale com eles sobre como era no ano passado, como é hoje e como será em 12 meses’, as histórias positivas vão se acumular. Por isso que estou otimista”, seguiu.
Ainda, Vowles avaliou a situação de Sainz e reconheceu que, vendo de fora, o espanhol não tem como enxergar o melhor da Williams.
“Com Carlos, ele não pode ver muito disso. O que ele vê é o que vocês podem ver de fora. Onde você está? Onde você se classificou? Por que teve uma corrida ruim aqui? O que está acontecendo aqui?”, assumiu. “Ele tem uma das maiores fábricas [Audi] do mundo atrás dele. Isso é difícil recusar. Uma fábrica com que o pai dele venceu. Ele tem uma equipe que, sejamos sinceros, historicamente nos derrotou fundamentalmente [Alpine]”, comentou.
“E, de novo, isso é difícil de recusar. Eles venceram uma corrida não faz tanto tempo. Posso ver essa perspectiva das coisas”, disse. “O que ele me disse, que, de fato, foi o que mais ressoou: ‘A razão pela qual estou fazendo isso é por que, quando me comprometo, preciso me comprometer com todo meu coração e toda minha alma, 100%, e, para fazer isso, não posso ter nenhuma dúvida’. E é por isso que está levando tempo. Isso ressoou muito comigo”, contou.
Apesar da demora, Vowles se mostrou confiante nas chances de assinar com Sainz para a temporada 2025.
“Acho que as chances estão a nosso favor. Mas já fui picado por isso uma vez neste ano. Então vamos ver. Mas as chances estão a nosso favor”, sublinhou.
Na visão do dirigente, a instabilidade nas rivais pelo passe de Sainz ajuda na busca da Williams por contratá-lo. A Alpine vai mudar o chefe do time, já que Bruno Famin confirmou a saída, enquanto a Renault também vai deixar de ser uma fornecedora de motores.
Do lado da Sauber/Audi, o comando também foi modificado, com a saída de Andrea Seidl e Oliver Hoffman. Ex-Ferrari, Mattia Binotto foi confirmado à frente da equipe.
“Ele é um sujeito muito sensato. O que quer que aconteça, é a Audi, que é uma fabricante e que vai investir o que for necessário para ser bem sucedida”, comentou. “A mudança lá, não sei se é boa ou ruim. Não sei o suficiente do time, mas não acho que isso esteja necessariamente repercutindo. Lembre-se: ele está pensando em longo prazo. Qual a solução certa a longo prazo?”, questionou.
“E, com a Alpine, eles vão sofrer muito e ter um enorme sucesso ao mesmo tempo também. Acho que ele está tentando, como todos vocês também, avaliar as opções”, defendeu. “Sou tendencioso. Temos uma gestão estável aqui. Não temos mudanças em curso, e temos um investimento enorme nos bastidores. Por isso que, para mim, é uma decisão fácil. Para ele, provavelmente um pouco menos”, encerrou.
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