Red Bull admite deficiência do RB20 em curvas de alta: “Não entregamos como esperado”

Diretor-técnico da Red Bull, Pierre Waché elencou motivos para a perda de vantagem no grid da Fórmula 1. Para ele, diminuição das horas no túnel de vento, manutenção das regras e velocidade em curvas de alta estão entre os motivos principais

A temporada 2024 da Fórmula 1 começou com mais um domínio da Red Bull nas pistas, o que novamente levantou a possibilidade de um campeonato marcado pela vantagem dos taurinos sobre a concorrência. No meio do caminho, porém, McLaren e Mercedes subiram de patamar, a Ferrari também conseguiu vencer e os energéticos passaram a lidar com um nível de competitividade muito diferente dos últimos dois anos. Diretor-técnico da equipe austríaca, Pierre Waché elencou alguns motivos para a perda da vantagem.

“Você pode atribuir algumas coisas à correlação [entre túnel de vento e pista]”, disse Waché. “Nosso túnel de vento é relativamente antigo e, por causa de nossa posição no campeonato, podemos usá-lo por menos horas”, explicou.

“No começo de 2022, a Ferrari ainda tinha o carro mais forte. Esperávamos uma oposição maior em 2023, mas isso não aconteceu. Também não aconteceu nas primeiras corridas de 2024, mas esses outros times se aproximaram depois de umas quatro ou cinco corridas. Se você estabilizar as regras por tempo suficiente, pode praticamente garantir que o pelotão vai estar mais próximo”, admitiu.

Com a Fórmula 1 disputando a terceira temporada sob o conjunto de regras que entrou em vigor em 2022, Waché ressaltou que é normal ver as forças do grid se aproximando. O engenheiro, inclusive, destacou a importância de ver outras equipes descobrindo coisas, o que pode inspirar a própria Red Bull a evoluir.

Red Bull viu a concorrência apertar de vez em 2024 (Foto: Red Bull Content Pool)

“Isso não significa que o teto foi alcançado, você sempre pode se inspirar em ideias de outras pessoas. Nos últimos dois anos, outras equipes se inspiraram em ideias nossas. Se você quiser dar mais um passo, precisa que os outros façam descobertas também”, pontuou.

Por fim, o projetista reconheceu que a Red Bull não conseguiu acompanhar a evolução dos concorrentes no que diz respeito às curvas de alta velocidade.

“Sem dúvidas, o carro é melhor que o do ano passado. Mas não conseguimos entregar em todas as áreas como esperávamos. Acho que melhoramos em curvas de baixa e média velocidades. Mas, por outro lado, não somos tão bons nas curvas mais rápidas como éramos no ano passado”, finalizou o diretor da Red Bull.

Fórmula 1 agora faz a tradicional pausa para as férias de verão na Europa e volta de 23 a 25 de agosto em Zandvoort, para a disputa do GP dos Países Baixos.

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