Wehrlein diz que “faltou carro competitivo” para mostrar “o que poderia fazer” na F1

Piloto da Fórmula 1 entre 2016 e 2017 por equipes menos competitivas, Pascal Wehrlein disse que a falta de um conjunto forte impediu a demonstração do que poderia fazer na principal categoria do automobilismo

Campeão da Fórmula E pela primeira vez em 2024, Pascal Wehrlein voltou a falar sobre a época em que correu na Fórmula 1 e acabou preterido na escada da Mercedes na principal categoria do esporte a motor. O alemão da Porsche destacou a precocidade com a qual conquistou os primeiros objetivos na carreira, mas lamentou o fato de não ter tido um equipamento realmente competitivo para mostrar “o que poderia fazer” entre 2016 e 2017, quando pilotou por Manor e Sauber.

“Minha carreira profissional começou muito cedo. Consegui meu primeiro contrato no DTM quando tinha 18 anos. Consegui ser o campeão mais jovem da história do DTM quando tinha 20. E foi uma grande conquista, provavelmente um recorde que vai perdurar por muito tempo. Você sabe como foi minha carreira na F1 e o que aconteceu lá”, disse ao portal neerlandês RacingNews365.

“Sinto que não tive um carro competitivo para realmente mostrar o que poderia fazer. Ainda consegui pontuar algumas vezes e ficar à frente dos meus companheiros de equipe. Mesmo assim, fui o cara que não recebeu um assento para a temporada seguinte. Às vezes, a vida é assim. Na sua perspectiva própria, pode ser um pouco mais ou menos justo”, afirmou.

Superado por Esteban Ocon na preferência da marca alemã, Wehrlein partiu em direção a outros objetivos e desembarcou na Fórmula E, onde se sagrou campeão este ano. O alemão garantiu que o fim do sonho na F1 não é algo que o incomoda hoje em dia, já que gosta de onde está no momento.

Pascal Wehrlein foi campeão do DTM em 2015, antes de ir para a Fórmula 1 (Foto: Mercedes)

“Mas estou em uma situação de muita sorte. Gosto da vida. Às vezes, acredito que as coisas acontecem por uma razão. Na situação em que estou hoje e na forma como estou feliz com a equipe, minha vida pessoal e minha família”, explicou.

“Talvez fosse para ser assim. Agora, estou muito feliz por ser campeão mundial da Fórmula E. Também vejo minha equipe como minha família, e tenho certeza de que no futuro teremos mais objetivos e coisas para alcançarmos juntos”, destacou.

Por fim, Wehrlein destacou que ainda tem muito o que almejar na carreira. Aos 29 anos de idade, o piloto se disse animado para o que virá daqui em diante e garantiu que ainda terá muitos novos objetivos a cumprir com a Porsche no futuro.

“Ainda sou um piloto jovem, tenho 29 anos. Sinto que, tanto na carreira quanto na vida, muitas coisas já aconteceram para mim. Mas é provavelmente apenas metade da minha carreira. Então, estou ansioso para essa segunda metade e para os próximos anos, imaginando o que ainda podemos alcançar juntos”, completou Wehrlein.

Fórmula 1 agora faz a tradicional pausa para as férias de verão na Europa e volta de 23 a 25 de agosto em Zandvoort, para a disputa do GP dos Países Baixos.

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