Rossi revela cansaço e cogita abandonar WEC por foco no GT World Challenge Europe

Valentino Rossi, que será pai pela segunda vez, disse que "esposa fica irritada" por estar sempre na estrada e, para 2025, pretende disputar "de 10 a 11 coridas"

O heptacampeão mundial da MotoGP Valentino Rossi está considerando a possibilidade de deixar de disputar o Mundial de Endurance (WEC) e focar na temporada do GT World Challenge Europe a partir de 2025. O piloto da WRT disputa, atualmente, os dois campeonatos e considera desgastante correr 16 provas durante o no ano e em diferentes continentes, sobretudo agora que será pai pela segunda vez.

“Estou cansado e minha esposa fica irritada porque estou sempre na estrada. Para 2025, minha meta é fazer de 10 a 11 corridas. Terei de decidir se vou participar do WEC ou do GT World Challenge Europe”, afirmou à revista britânica Autosport. “Percebi que 16 corridas na temporada é muita coisa e que estou na mesma situação que estava quando corria na MotoGP”, completou ‘Il Dottore‘.

O desejo de Rossi em reduzir suas participações em corridas oficiais não é novo. O italiano de 45 anos já havia dito que a possibilidade de conciliar 13 corridas oficiais das duas categorias seria “um número realmente bom”. Contudo, ele citou os pontos fortes dos campeonatos e, por isso, ainda não definiu o que vai fazer na próxima temporada.

“Um é o campeonato mundial [WEC], portanto, ganhar o título tem um prestígio especial, mas as corridas do GTWCE são muito boas e só com carros GT3″, observou o #46.

Valentino Rossi (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Valentino Rossi quer correr menos em 2025 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

O chefe da WRT, Vincent Vosse, explicou a situação envolvendo Rossi. “Valentino quer reduzir seu número de corridas e a única maneira de fazer isso é participar de apenas um campeonato”, resumiu o dirigente à Autosport.

“É uma decisão que precisa ser tomada. Ele participa do WEC ou do GTWCE? É algo que está no ar e realmente não está claro no momento. Há muitos fatores, e um deles é o desempenho da BMW no WEC, que não foi o que esperávamos. O outro é a categorização de Valentino como piloto da FIA (Federação Internacional de Automobilismo)”, explicou Vosse.

Rossi foi rebaixado do status de ouro para prata neste ano, abrindo caminho para sua entrada no WEC na categoria LMGT3, já que cada carro deve ter um piloto com status bronze e um segundo piloto prata. Paralelamente, o italiano anunciou que vai pilotar o M Hybrid V8 da BMW nos testes de novatos do WEC no Bahrein, em novembro.

Mesmo com o desejo de desacelerar, Rossi considera a classe como uma meta para o futuro. “Adoraria correr na categoria dos hipercarros porque é a MotoGP dos protótipos. Talvez no futuro haja um lugar. Vamos ver”, concluiu o piloto.

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