Aston Martin ignora limitações em túnel de vento da Mercedes: “Desculpa muito fácil”
Embora reconheça os problemas de ainda não ter um túnel de vento exclusivo, a Aston Martin admitiu que isso não é motivo para a falta de rendimento em 2024
A Aston Martin está investindo pesado em uma fábrica completamente nova para o projeto da F1 e vai contar com um túnel de vento de última geração. Porém, enquanto a própria instalação não fica pronta, o time liderado por Mike Krack utiliza parte da estrutura da Mercedes. E na visão do dirigente, isso limita um pouco os testes de sua equipe. Porém, não justifica a falta de desempenho em 2024.
Depois de começar 2023 em alta, acumulando pódios e com resultados até mais interessantes que os da Mercedes, a Aston Martin teve uma queda de rendimento no meio da temporada e nunca mais recuperou a boa forma. Em 2024, o time britânico seguiu em baixa e, embora seja a quinta força do grid, está muito distante de McLaren, Red Bull, Ferrari e Mercedes.
Para reverter o cenário, a Aston Martin está investindo pesado e, além de contratar Adrian Newey, está construindo uma fábrica completamente nova que vai contar com um túnel de vento de última geração. Porém, enquanto as novidades não chegam, o time britânico — que utiliza os motores Mercedes — faz alguns testes nas estruturas da equipe alemã.
E Krack explicou que não ter o próprio túnel de vento limita os dados que a Aston Martin pode coletar para o carro nos testes. No entanto, fez questão de reforçar que isso não é desculpa para sofrer com o desempenho. Afinal, a Mercedes faz as simulações do W15 no mesmo equipamento e foi capaz de vencer corridas em 2024.

“Acho que seria uma desculpa muito fácil. Temos outra equipe usando o mesmo túnel de vento com menos tempo. Então, isso não é uma desculpa. Isso é possível, mas ainda assim, estamos bem atrás. Talvez seja um fator para nós, mas acho que com as mesmas ferramentas, poderíamos fazer melhor. Se você é uma equipe no processo de construção, não é só colocar o túnel de vento lá, mas também ter a tecnologia, a metodologia e a maneira como você faz os testes. O mesmo vale para a simulação”, disse o chefe da Aston Martin.
“Fomos uma equipe cliente por muitos anos e você tem de construir todas essas coisas em paralelo, mas se essa for a sua escolha, você não deve usar isso como desculpa depois. Você tem aquela parte [o túnel de vento] que precisa ser desenvolvida, mas você também tem um carro a ser desenvolvido e você não deve usar um para desculpar o outro”, finalizou Krack.
A Fórmula 1 só volta entre os dias 18 e 20 de outubro, com a disputa do GP dos Estados Unidos, em Austin.
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