Hamilton diz que está “rezando” por atualização da Mercedes no GP dos EUA

Lewis Hamilton negou estagnação da Mercedes e relacionou queda de rendimento pós-férias a evolução das rivais. Inglês disse que "está rezando" para que as atualizações programadas para o GP dos Estados Unidos tenham um impacto positivo no carro

Depois de sair para as férias de verão da Fórmula 1 com três vitórias em quatro corridas — Áustria, Inglaterra e Bélgica —, a Mercedes estagnou e só conseguiu voltar ao pódio uma vez após o retorno das atividades nos Países Baixos, com o terceiro lugar de George Russell no Azerbaijão. Vale destacar, porém, que o resultado só foi possível graças à batida entre Carlos Sainz e Sergio Pérez na penúltima volta. Para Lewis Hamilton, a melhor posição foi o quinto lugar na Itália.

Apesar da queda de rendimento, Hamilton não vê a Mercedes em declínio. Na opinião do inglês, as rivais do time alemão evoluíram de lá para cá com as atualizações, enquanto as Flechas de Prata ainda aguardam o pacote que chegará no GP dos EUA, próxima etapa do campeonato.

“Não acho que o carro mudou, acho que os outros evoluíram”, disse Hamilton. “Levamos uma atualização a Spa, mas acabamos não usando. Então, acho que os outros levaram mais atualizações a Zandvoort e Monza, particularmente a Ferrari. Mas acho que a McLaren também. Então, estamos esperando as nossas”, destacou.

Na opinião de Hamilton, a McLaren — que lidera o Mundial de Construtores — segue evoluindo e se consolida cada vez mais como a principal força da F1 no momento.

Hamilton vê as rivais da Mercedes em evolução neste momento da temporada (Foto: AFP)

“Se você olhar para aquela asa traseira impressionante, acho que a McLaren parece ser a que está evoluindo mais rápido”, analisou Lewis. “Precisamos esperar para ver e tirar o máximo do que tivermos”, cobrou.

Dono de cinco vitórias no Circuito das Américas (em 2012, 2014, 2015, 2016 e 2017), Hamilton acumula um histórico positivo até em época de vacas magras na Mercedes, concluindo a prova em segundo nas quatro últimas edições. Em 2023, todavia, acabou desclassificado por uma irregularidade na prancha do assoalho.

A última vez que Hamilton cruzou a linha de chegada fora do pódio em Austin foi em 2013, única edição em que o britânico não terminou entre os três primeiros desde que a etapa americana passou a ser disputada no COTA, em 2012. O heptacampeão admite que gosta da pista, mas ressaltou que também depende da Mercedes para tentar manter o histórico positivo em 2024.

Hamilton acumula um histórico bastante positivo no Circuito das Américas, em Austin (Foto: AFP)

“É uma boa pista, um dos melhores circuitos para correr”, elogiou. “Estou ansioso para voltar lá, pelo menos terei um motor novo. Espero que nossas atualizações funcionem, sei que a equipe tem trabalhado incrivelmente duro para criá-las”, afirmou.

“Nos últimos três anos, algumas delas funcionaram. Outras, não. Às vezes, os dados não se relacionam perfeitamente com o túnel de vento e o CFD. Estou com os dedos cruzados e torcendo para que essa realmente funcione. No ano passado, levamos uma atualização aos EUA e foi ótimo. Estou meio que rezando para que aconteça de novo”, finalizou Hamilton.

Fórmula 1 retorna de 18 a 20 de outubro em AustinEstados Unidos, início da perna americana da temporada 2024.

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