Russell pede equipe fixa de comissários na F1 após polêmica: “Regras muito abrangentes”
George Russell comentou polêmica punição de Lando Norris no GP dos EUA e disse que ter comissários fixos na Fórmula 1 aumentaria consistência nas decisões da categoria
Disputado no último fim de semana, o GP dos Estados Unidos — 19ª etapa da temporada 2024 da F1 — terminou com uma baita polêmica. Já na parte final da corrida, Lando Norris aproveitou os pneus em melhores condições e encostou em Max Verstappen, que fez jogo duro para segurar o terceiro lugar. Depois de algumas voltas, o inglês tentou passar por fora na maior reta do traçado, mas o neerlandês mergulhou por dentro e impediu que o carro da McLaren conseguisse fazer o contorno da curva.
Com isso, Norris precisou passar por fora e, depois de sair à frente, não devolveu o posto a Verstappen — que também saiu do traçado ao se defender. A direção de prova, então, puniu Lando em 5s, o que efetivamente o tirou do pódio e entregou o terceiro lugar a Max.
A polêmica tomou conta do pós-corrida em Austin, e diversos personagens da categoria deram suas visões sobre o assunto. George Russell, líder da Associação de Pilotos, criticou a área cinzenta do regulamento. Segundo ele, há uma diretriz para a atuação dos comissários em incidentes do tipo, mas as nuances de cada disputa precisam ser levadas em consideração na hora do julgamento.
“Acho que os comissários têm um trabalho muito difícil, porque as regras são muito abrangentes”, disse Russell. “Quando você vê um incidente em câmera lenta ou pausa em algum momento… Quer dizer, sobre minha punição com Valtteri [Bottas], as regras dizem que se você não estiver à frente na entrada da curva e empurrar alguém, você será punido”, explicou.

“Então, pelas letras da lei, minha punição foi correta. Mas qualquer um que entende de corrida e que estava assistindo sabe que não foi certo”, analisou.
O piloto da Mercedes admitiu que é difícil pensar em uma solução para o problema, mas disse que ter os mesmos comissários ao longo do ano inteiro ajudaria a criar mais consistência nas decisões. O painel da FIA é formado por quatro fiscais, mas a escalação muda a cada fim de semana. Apenas o diretor de prova, Niels Wittich, se mantém.
“Não sei exatamente como podemos ir em frente. Acho que todos nós provavelmente gostaríamos de ver os mesmos comissários ao longo de todo o ano. Então, os pilotos e os comissários poderiam estar todos na mesma página”, explicou.
“Podemos aplicar o senso comum quando necessário, ao invés de realmente seguir a letra fria da lei”, finalizou Russell.
A Fórmula 1 volta de 25 a 27 de outubro com o GP da Cidade do México, no Autódromo Hermanos Rodríguez.
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