Mercedes explica por que manteve acerto em carro de Hamilton nos EUA: “Nada de errado”
Diretor-técnico da Mercedes, James Allison ainda explicou que Lewis Hamilton teve problemas com uma peça na suspensão dianteira na sprint, mas que a questão foi solucionada antes da classificação em Austin
A Mercedes explicou por que optou por não mexer na configuração no carro de Lewis Hamilton no último fim de semana, nos Estados Unidos, apesar de o heptacampeão ter desejado mudanças depois de cair no Q1 da classificação. O diretor-técnico, James Allison, disse que não havia nada de errado com o W15, portanto o certo era mantê-lo no grid, ainda que partindo das últimas filas.
Lewis, na verdade, teve problemas desde a corrida sprint, e Allison também detalhou o que havia acontecido com o carro do #44. A questão, no entanto, foi resolvida para a classificação, que acabou sendo um desastre, com Hamilton fazendo somente o 19º melhor tempo — que virou 17º no grid por conta das punições a George Russell e Liam Lawson.
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“Era uma opção fazer George partir dos boxes depois de mudar a configuração entre a classificação e a corrida”, começou o diretor em vídeo divulgado pela Mercedes. “Mas não tínhamos qualquer razão para pensar que havia algo de errado com o acerto de Lewis.”
“Ele tinha a melhor carroceria, a melhor posição no grid, que era mais à frente do que partir dos boxes. Por isso, por que não começar de onde nos classificamos, mesmo que não fosse o lugar onde gostaríamos? Isso é o que tínhamos em mente quanto às mudanças de configuração”, salientou.

Outro ponto também descartado por Allison foi uma possível troca de motores, já que isso implicaria no limite orçamentário. “Se colocássemos outro motor, iríamos para o fundo do grid, mas, por conta da punição [pela mudança de acerto], começamos dos boxes. Poderíamos ter calculado esse preço.”
“Porém, mais importante ainda, não se pode simplesmente colocar outro motor e não pagar por ele financeiramente. Se o motor avaria por causa de um problema, a regra diz que você pode ter outra unidade de potência e isso não impacta no limite de custos. Mas se disser apenas que quer mudar porque quer, a situação é diferente. Precisa pagar”, enfatizou.
“Não teria sido uma boa troca. Ter uma nova unidade de potência teria melhorado os tempos por volta, mas o custo em termos de teto orçamentário não teria compensado esse valor”, completou Allison, dando, em seguida, que Hamilton quase teve uma quebra na prova curta.
“Quem assistiu pela televisão ouviu Lewis dizer que sentiu um ‘clique’ quando se preparava para a sprint. “Quando pegamos o carro depois de uma corrida em que ele lutou para fazê-lo se comportar bem, descobrimos que um dos rolamentos que prendem um dos braços da suspensão havia começado a se quebrar”, seguiu.
“Isso estava fazendo ele ouvir o barulho de clique quando se movia, além de estar associado a várias inconsistência de manuseio, que era a principal razão pela qual sentia a parte traseira do carro — embora seja um problema da dianteira, isso se traduz em uma sensação de carro solto e imprevisível e teve impacto na sprint”, complementou.
A peça, então, foi consertada para a classificação, mas Hamilton teve problemas e não conseguiu ir ao Q2. “Substituímos a peça e o problema não voltou a aparecer. Portanto, foi doloroso de acontecer. Foi difícil para Lewis correr a sprint dessa forma, mas esse problema específico foi resolvido na classificação e não apareceu mais”, finalizou Allison.
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