20 etapas fixas e 8 em rodízio: CEO da McLaren propõe calendário de “28 mercados” à F1

Diretor-executivo da McLaren, Zak Brown admitiu que a F1 não pode fazer mais de 24 etapas por ano, mas propôs calendário com adoção de corridas em sistema de rodízio

Enquanto a Fórmula 1 segue discutindo o aumento recente do calendário, que chegou a um recorde de 24 corridas em 2024, há quem acredite que a categoria poderia visitar um número maior de países. Segundo Zak Brown, CEO da McLaren, é possível manter as 24 provas, mas criar um sistema que permita ao esporte se colocar em um patamar diferente em relação à presença em diferentes mercados.

O plano do americano é o seguinte: manter 20 corridas fixas todos os anos e incluir outras oito provas em sistema de rodízio. Assim, quatro participariam de uma temporada, enquanto as outras quatro entrariam no ano seguinte. Segundo ele, seria uma forma de manter a F1 em crescimento.

“A Fórmula 1 a FIA são muito colaborativas e fazem consultas sobre tudo. Acho que tivemos reuniões muito boas com eles. Em relação à duração do calendário, acho que 24 [corridas] é o máximo. Acho que [o ideal seria] ter 20 corridas fixas e oito que fazem um rodízio a cada ano, para que possamos continuar a fazer o esporte crescer”, afirmou o CEO da McLaren.

“Definitivamente, há demanda para isso. Se pudéssemos estar em 28 mercados, acho que seria fantástico. Mas creio que só podemos fazer isso 24 vezes por ano. Então, acho que o crescimento do calendário seria meio que resolvido dessa maneira”, destacou.

Zak Brown espera que a F1 entre em um número ainda maior de mercados no mundo (Foto: McLaren)

Apesar da sugestão, Brown elogiou bastante o trabalho de Stefano Domenicali, CEO da F1, na confecção do calendário. O dirigente da McLaren ressaltou o fato de que a configuração das corridas depende de uma série de fatores, o que nem sempre permite que a rota ideal seja traçada ao longo do campeonato.

“Stefano tem feito um trabalho muito bom na modificação do calendário, mas é sempre difícil, porque você está lidando com outros esportes, a televisão e os feriados. Então, há esse efeito dominó em que todos nós poderíamos colocar no papel: ‘O calendário deveria ser assim'”, comentou.

“No entanto, quando você considera um feriado, algum esporte competitivo ou um problema de televisão, isso cria um efeito dominó. Não é um trabalho fácil, mas parece que é: ‘Por que você simplesmente não faz assim?’. Eles são muito colaborativos e nos consultam, não há surpresas para nós”, finalizou o CEO da McLaren.

Para o ano que vem, a Fórmula 1 já anunciou o calendário com as mesmas 24 etapas. A abertura será na Austrália, no dia 16 de março, com passagens seguintes por China, Japão, Bahrein, Arábia Saudita, Miami, Ímola, Mônaco, Espanha, Canadá, Áustria, Inglaterra, Bélgica, Hungria, Países Baixos, Itália, Azerbaijão, Singapura, Austin, México, Brasil, Las Vegas, Catar e Abu Dhabi.

Fórmula 1 agora volta às pistas para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos, entre os dias 21 e 24 de novembro. Depois, realiza corridas no Catar, última sprint do ano, e Abu Dhabi.

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