Indy fala em “deixar antigo molde” e destaca ajuda da TV em “nova estratégia” de expansão

Mark Miles, CEO da Indy, destacou que categoria terá ajuda da FOX, nova detentora dos direitos de TV nos EUA, e investirá em eventos e novo carro

Bastante criticada nos últimos anos pelos fãs e envolvidos com a Indy, a gestão Penske Entertainment parece dedicada a mudar esse panorama. Mark Miles, CEO da empresa que gere a categoria, declarou que vão “deixar o antigo molde” de administração e que está em curso uma “nova estratégia”, que conta com a ajuda da FOX, detentora dos direitos do certame nos Estados Unidos, investimento em eventos e até um novo carro.

Já são cinco anos de gestão de Roger Penske, dono da companhia, à frente da Indy. Em 2019, iniciou a compra da categoria e do Indianapolis Motor Speedway das mãos de Tony George, o que foi consumado em janeiro de 2020. O ato trouxe muita empolgação ao fã da Indy, mas logo a realidade foi bem aquém do esperado. Atualmente, muitas vozes falam que a categoria deveria mudar de mãos — Michael Andretti já foi claro quanto a isso.

Ao que parece, a direção mudou o rumo. Depois meses após encerrar o campeonato de 2024, a Penske Entertainment já anunciou duas grandes conquistas. A primeira delas foi o GP de Arlington, que não só marca o retorno da Indy ao importante mercado texano, como é uma parceria com duas das maiores franquias do esporte norte-americano: Dallas Cowboys, time de futebol americano da NFL, e o Texas Rangers, equipe de beisebol da MLB.

A segunda foi a aquisição do GP de Long Beach por parte da Penske Entertainment, o que garante a presença da Indy no Sul da Califórnia, onde está Los Angeles. Não somente isso, mas afasta a Nascar, que tentou comprar o espólio de Kevin Kalkhoven, morto em 2022, e que era sócio de Gerald Forsythe como dono do evento. Roger Penske, agora, arrematou as duas partes. De acordo com Jenna Fryer, da Associated Press, o movimento também freou possíveis tentativas da Fórmula 1 para tomar aquele que é o principal evento da Indy com exceção das 500 Milhas de Indianápolis.

GP de Long Beach é nova aquisição da Penske Entertainment (Foto: IndyCar)

“Existem alguns elementos-chave da nossa estratégia que estão progredindo. Acho que ter a Fox e o alcance dela nos Estados Unidos são fundamentais para nossa novos planos. Soube agora de alguns processos. Eles estão pensando sobre mercado e promoção da categoria para o início da semana. Ideias fora de série, coisas além do alcance natural. Será uma extensão daquilo que uma emissora aberta é capaz, que vai a tantos lares. As ambições são de ajudar a desenvolver a Indy, coisas fenomenais. Isso é fundamental”, declarou Mark Miles, CEO da Indy, em entrevista coletiva.

A Indy, agora, parece disposta a investir e fazer os eventos do seu calendário ganharem maior relevância — uma crítica constante sob a categoria. Miles deu o exemplo do GP de Arlington, mas também garantiu ter interesse em impulsionar corridas que não estão sob a gestão da Penske Entertainment.

“Em termos de corridas, existem várias coisas que vínhamos falando. Queremos focar em progredir os eventos, aqueles que já temos. O desejo é ser oportunista. Se fizer sentido para nós fazer o investimento, isso faremos”, declarou o CEO da Indy.

“Estamos cada vez mais envolvidos na promoção, não apenas investindo em alguns de nossos próprios
eventos. Nosso trabalho com a Hy-Vee em Iowa e o trabalho com o conselho da Feira Estadual em Milwaukee são exemplos disso. O exemplo mais criativo disso é a joint venture anunciada com os [Dallas] Cowboys e os [Texas] Rangers em Arlington”, continuou.

Mark Miles, CEO da Penske Entertainment (Foto: IndyCar)

“Vamos sair de nosso antigo molde e nos posicionar para para ajudar nossos eventos a crescerem mais rapidamente e estarmos preparados para fazer investimentos para esse fim”, prosseguiu o dirigente.

Assim como os casos do GP de Arlington e de Long Beach, Miles deixou no ar que novas corridas virão ao calendário, mas que estes seriam em pistas de rua. “Estamos trabalhando em outras corridas, portanto, só o tempo dirá quando faremos os lançamentos. Acho que serão empolgantes. Serão novos, urbanos e poderosos pela capacidade que darão à Indy possibilidade de alcançar e localidades”, disse.

Apesar de não ter dado mais detalhes, Miles encerrou confirmando que a Indy está desenvolvendo com a Dallara um novo chassi para o futuro. “Existe o trabalho em cima de um carro novo. Haverá muito mais sobre isso nos próximos meses, mas acho que será outra parte importante da estratégia de crescimento que vamos falar no momento certo”, finalizou.

Indy retorna só no próximo ano, entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março, com a abertura da temporada 2025, no GP de St. Pete.

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