Tsunoda rechaça culpa de relação com Honda em negativa da Red Bull: “Não faz sentido”

Agora é oficial: a Red Bull escolheu Liam Lawson para substituir Sergio Pérez e manteve Yuki Tsunoda na Racing Bulls. O japonês, por sua vez, negou que estaria sendo ignorado pela equipe por conta de vínculo com a Honda

Yuki Tsunoda está mantido na Racing Bulls para a temporada 2025 da Fórmula 1. Mesmo já estando no grid desde 2021 e constantemente superando os companheiros de equipe, foi deixado de lado mais uma vez pela Red Bull, que escolheu Liam Lawson como o substituto de Sergio Pérez. Sem saber ao certo o motivo de ser ignorado, negou que a relação com a Honda seja um fator. 

Tsunoda chegou à Fórmula 1 depois de fazer parte da academia da Honda, que fornece os motores à equipe austríaca. No entanto, o vínculo entre a Red Bull e a marca japonesa se encerra ao final de 2025. A fornecedora, então, passará a trabalhar com a Aston Martin a partir de 2026. 

No entanto, Tsunoda não acredita que isso seja um fator na escolha da Red Bull em não aceitá-lo como sucessor de Pérez. Além disso, afirmou não saber ao certo os motivos que levam a equipe a ignorá-lo, mesmo após um teste de pós-temporada “impressionante” em Abu Dhabi

“Não acho que consideraria a situação da Honda, para ser honesto”, disse em entrevista ao Motorsport Week. “Porque eles têm um contrato comigo além de 2026, mas também é um contrato que podem decidir a qualquer momento. Não acho que o motivo de não quererem me colocar na Red Bull seja algo que tenha a ver com as coisas da Honda com a Aston Martin, para ser honesto. Caso contrário, não faz muito sentido”.

Liam Lawson foi escolhido pela Red Bull, e Yuki Tsunoda foi deixado de lado (Foto: Red Bull Content Pool)

Em comparação com Lawson, Tsunoda acredita que “está bem claro” que merece uma chance na equipe principal da marca. No entanto, reconhece que é um esporte político e que nunca se sabe o que pode acontecer. 

“Em relação ao meu companheiro de equipe, está bem claro. E, comparado ao que eu fiz este ano, está bem claro que eu deveria ter uma chance. É a Fórmula 1, um dos esportes mais políticos também, e qualquer coisa pode acontecer”, afirmou. 

“Mas não sei, isso depende deles. Para mim, sinto que cada corrida até agora tem sido uma corrida muito importante. Porque, começando pela primeira corrida, se não tivesse vencido o Daniel [Ricciardo], eu estaria no sofá agora”, continuou. 

Por fim, destacou que a comunicação com o chefe da Red Bull, Christian Horner, é bem limitada apesar da proximidade natural das esquadras. No entanto, o dirigente havia dito a Tsunoda que estava de olho nele mais cedo nesta temporada.

Yuki Tsunoda testou pela Red Bull na pós-temporada (Foto: Red Bull Content Pool)

“Primeiro de tudo, não vimos muito um ao outro, porque o paddock é bem grande. Mas encontrei o Christian, e ele disse: ‘estou te observando, não se esqueça’. Então, não acho que vou ser bloqueado por eles. Não sei o que sentem no fundo do coração, mas é isso que penso”, concluiu. 

A Fórmula 1 agora está oficialmente de férias e dá adeus a 2024. A próxima atividade é exatamente a sessão única de testes coletivos de pré-temporada, marcada para os dias 26, 27 e 28 de fevereiro, no Bahrein. A temporada 2025 começa com o GP da Austrália, nos dias 14-16 de março.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ LEIA TAMBÉM: Mercedes bate martelo e anuncia retorno de Bottas como reserva na Fórmula 1 2025

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!