Sainz reconhece que “nem tudo são flores” em passagem pela Ferrari: “Há coisas difíceis”

Carlos Sainz deixou a Ferrari após quatro temporadas ao final de 2024 e partiu rumo à Williams. Agora, tentou descrever a sensação única de ter sido um piloto da escuderia italiana

A temporada 2025 marcará a estreia de Carlos Sainz pela Williams após uma passagem que durou quatro temporadas na Ferrari. Agora, olhando em retrospectiva, o espanhol descreveu a experiência de ter sido piloto da história escuderia como “muito especial”, mas destacou que nem tudo foi perfeito. 

De início, Sainz falou sobre os pontos positivos de ser um piloto Ferrari e exaltou o apoio dos fãs em praticamente todas as corridas do calendário. Por isso, teve dificuldades para descrever a sensação única de ter representado a equipe vermelha por quatro anos. 

Desde 2021 na equipe, Sainz somou quatro vitórias pela Ferrari, incluindo duas em 2024. Além disso, subiu ao pódio mais sete vezes na última temporada, terminando na quinta posição do Mundial de Pilotos, com 290 pontos somados. 

“É uma experiência muito especial. É algo que, mesmo que eu tente explicar, não acho que consiga. Não sou muito bom em explicar meus sentimentos, mas posso te dizer que é algo muito diferente de tudo o que senti antes, e aproveitei cada momento disso”, afirmou em entrevista ao podcast Beyond The Grid

Carlos Sainz já estreou pela Williams nos testes de pós-temporada em Abu Dhabi (Foto: Reprodução)

“Às vezes é difícil, há coisas sobre ser um piloto da Ferrari que são difíceis. E não vou mentir, nem tudo são flores. Vou focar no lado positivo, que é que toda corrida é uma espécie de GP em casa”, continuou. 

“Em qualquer lugar que vá, tem fãs tifosi e mais apoiadores do que em qualquer outro lugar ou de qualquer outra equipe, exceto talvez quando vamos a Zandvoort, lá definitivamente tem mais fãs neerlandeses do que fãs da Ferrari. Mas acho que em qualquer outro lugar no mundo, é muito especial saber que todos na arquibancada são meio que fãs da Ferrari e torcem para o bem da Ferrari”, descreveu. 

No entanto, como pontuou anteriormente, “nem tudo são flores” na Ferrari. Ainda assim, Sainz não quis entrar em detalhes sobre os pontos negativos, mas garantiu que eles existem. 

“Pelo lado difícil, podemos sentar aqui e fazer um podcast diferente em outra hora, e talvez eu possa te explicar o que é difícil em ser um piloto da Ferrari, mas eu não quero que essa entrevista seja sobre isso”, concluiu. 

Por enquanto, a Fórmula 1 está oficialmente de férias. A próxima atividade é exatamente a sessão única de testes coletivos de pré-temporada, marcada para os dias 26, 27 e 28 de fevereiro, no Bahrein. A temporada 2025 começa com o GP da Austrália, nos dias 14-16 de março.

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