Mercedes cita “lucros reais” com F1 apesar de revés e defende teto de gastos: “Sustentável”

Em 2024, a Mercedes quase ficou no limite do teto de gastos, mas Toto Wolff considera que a medida tornou as equipes mais lucrativas e o esporte mais sustentável

Apesar da atual fase longe dos tempos áureos de domínio na Fórmula 1, a Mercedes garantiu que ainda obtém “lucros reais” com a categoria. O chefe, Toto Wolff, afirmou que o rendimento compensa “até os custos do motor” e ainda aproveitou para defender o teto de gastos, mesmo depois de quase ter atingido o limite na temporada 2024.

O limite orçamentário faz parte do regulamento da F1 desde 2021, sempre sofrendo reajustes a cada ano. Para 2025, as equipes terão à disposição US$ 135 milhões (R$ 815 milhões, na cotação mais recente), mesmo valor de 2024, quando a Mercedes quase atingiu o limite depois de acidentes de Andrea Kimi Antonelli e George Russell na segunda metade da temporada.

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“Foi por pouco”, disse à revista alemã Auto Motor und Sport ao comentar o quase estouro. “Não dá para criar um grande fundo emergencial. É mais como se você gastasse demais no começo do ano e depois começasse a economizar. No final do ano, tivemos de abrir mão de algumas atualizações em aerodinâmica e mecânica porque simplesmente não havia mais dinheiro para produzir as peças correspondentes.”

“Acidentes no final da temporada realmente afetam. Kimi em Monza, George em Austin e no México. Em algum momento, tínhamos apenas um conjunto de um certo tipo de asa. No México, não pudemos voltar às antigas especificações aerodinâmicas porque não havia peças de reposição disponíveis. Não sobrou dinheiro dentro do limite de custo para novos”, continuou.

Kimi Antonelli bateu na estreia, no TL1 da Itália (Foto: AFP)

Apesar do sufoco, Wolff foi direto quando questionado sobre ser fã do teto de gastos da Fórmula 1. “Com certeza. Porque ele tornou as equipes lucrativas e, portanto, o esporte sustentável.”

Ele, então, assegurou que a Mercedes ainda ganha dinheiro com a Fórmula 1, a ponto de não ter preocupações com as produções mais salgadas. “Estamos obtendo lucros reais.”

“A taxa de lucratividade é de 30% a 35% antes dos impostos. Para nós, isso compensa até os custos do motor. O velho clichê de que a Fórmula 1 só queima dinheiro já é história. O ponto principal é que a F1 nunca foi tão saudável quanto hoje”, finalizou.

Por enquanto, a Fórmula 1 continua de férias. A próxima atividade é exatamente a sessão única de testes coletivos de pré-temporada, marcada para os dias 26, 27 e 28 de fevereiro, no Bahrein. A temporada 2025 começa com o GP da Austrália, nos dias 14-16 de março.

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